Sempre gostei do Salão de Humor de Piracicaba. Primeiro, por sua história: surgiu como uma maneira de os artistas brasileiros se posicionarem diante da ditadura – e de reunirem essas manifestações, dando força a elas.

Arte, humor, crítica social e política. Como não gostar? Aliás, como você próprio vai conferir observando as obras vencedoras (alguns parágrafos abaixo), essas qualidades permanecem. Felizmente.      

O segundo motivo foi completamente pessoal: uma das primeiras matérias que fiz para a Folha de S.Paulo, ainda no milênio passado, foi viajar a Piracicaba para a abertura de uma edição do salão. (Gostei tanto que voltei, de folga, cinco vezes.)

O Salão de Piracicaba divulgou no final de semana os vencedores da edição deste ano. Originalmente, eu publicaria aqui no site na segunda (anteontem). Mas fomos surpreendidos pela triste morte de Chadwick Boseman, e não quis diluir algo tão relevante como o Salão de Piracicaba entre notícias como as belas homenagens ao ator e uma análise de sua carreira, escrita pelo Eduardo Pereira, o responsável pela coluna Quadrinho Falado.

Infelizmente, não irei pessoalmente apreciar a exposição do Salão de Piracicaba deste ano – passeio que aproveito para emendar com a degustação de um delicioso pintado na brasa.

Por motivos óbvios (sim, Covid), a exposição deste ano é oline. Basta clicar e curtir.

Aqui estão os vencedores deste ano:

Melhor cartumRafael Corrêa

Melhor caricaturaClaudio Duarte

Melhor charge Jota A

É a linda obra que abre este texto.

Categoria ComunicaçãoCazo

Prêmio Câmera de Vereadores Dalcio Machado

Prêmio Tirinhas Marco Merlin

Categoria Saúde Shahrokh Heidari

Please follow and like us:

Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

Quer falar comigo, mas não pelos comentários do post? OK! Meu e-mail é pedrocirne@gmail.com

LinkedIn: https://br.linkedin.com/in/pedro-cirne-563a98169