Ontem, aproveitei o Sábado Sessão Saudade de ontem para sugerir as três HQs que já foram agraciadas com o Prêmio Jabuti. Hoje, indico os dez finalistas da edição deste ano – a lista foi apresentada na última quinta-feira.

Como ainda não li todos, peguei as descrições do Catarse ou das próprias editoras. Divirta-se!

Bendita Cura – Volume 2”, Mário César

Desde pequeno, Acácio do Nascimento era um garoto diferente dos demais. Preferia brincar de boneca a jogar futebol, o bambolê lhe interessava mais que carrinhos e pistolas de cowboy. Assustados com a possibilidade de seu filho ser homossexual, Mara e Galdino submetem Acácio desde os cinco anos de idade a diversos tratamentos para ele se tornar um menino normal como os outros. (…)

Neste segundo volume, acompanhamos Acácio da faculdade até o começo de sua vida adulta. Acácio se apaixona pela primeira vez por outro homem e fica dividido entre seguir seus instintos mais íntimos ou ir de acordo com o imposto pela sociedade e se casar com uma mulher.

Clean Break!”, de Felipe Nunes

Após estudos médicos comprovarem as consequências aditivas do AÇÚCAR, o ACORDO MUNDIAL foi estabelecido entre governos e empresas privadas para criminalizar a venda e distribuição do produto. Consequentemente, o AMINAMINA®, um substituto inofensivo do açúcar, ganha força em escala global, assim como O PROGRESSO, movimento social que defende um estilo de vida inflexivelmente saudável. Esse contexto impulsiona a criação da cidade-modelo de VARVA, paraíso social construído às margens da CIDADE VELHA.

Contos dos Orixás”, de Hugo Canuto

Assim, retornei a Bahia para me aprofundar nas pesquisas, conversar com estudiosos e adeptos, procurando auxílio na construção desse universo, visando algo que honre a tradição, ao mesmo em que apresente, de uma maneira artística e com uma abordagem diferente, as histórias dos Orixás. (…)

E assim surgiu o projeto Orixás – Contos dos Orixás, que irá levar as poderosas narrativas da cultura Yorubá ao formato das Histórias em Quadrinhos, em um album colorido e inicialmente com 80 páginas (caso as metas estendidas sejam alcançadas vamos colocar mais material), trama completa e que será lançado, com a sua ajuda, no primeiro semestre de 2017.

Fujie e Mikito”, de Marcelo Costa e Yuri Andrey

A bagunçada vida de um jovem jornalista passa por transformações quando ele resolve contar a épica jornada dos Fukudas, uma família japonesa que abriu mão de tudo para tentar a vida no Brasil. Em seu novo trabalho, o jornalista e roteirista Yuri Andrey se junta ao experiente quadrinista Marcelo Costa para contar a luta de uma família de imigrantes através dos anos, reverberando as agruras e a perseverança de toda a história da imigração japonesa no Brasil. Fruto de intensa pesquisa, Fujie e Mikito é uma narrativa humana, delicada, vibrante e atenciosa, que delineia com emoção e paciência a rica trajetória dos Fukudas no Brasil.

Graphic MSP – Tina: Respeito”, de Fefê Torquato

Jornalista recém-formada, Tina finalmente realiza o sonho de trabalhar em uma redação. Ela só não esperava que seu maior desafio fosse ser pessoal, e não profissional.

Em Respeito, Fefê Torquato usa a clássica personagem de Mauricio de Sousa para expor um problema que mulheres enfrentam dia a dia, e precisa acabar: o assédio.

O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos (1934-1958)”, de Clarice Hoffmann, Abel Alencar, Maurício Castro, Greg, Paulo do Amparo e Clara Moreira

Inspirada no projeto de pesquisa O obscuro fichário dos artistas mundanos, realizado entre os anos de 2014 e 2017, este livro reúne dados do Departamento de Ordem e Política Social (Dops), registrados em Pernambuco sobre mais de 400 pessoas de passagem pelo Estado, entre as décadas de 1930 e 1950. A ligação “criminosa” entre elas? Exerciam alguma atividade artística. A obra é baseada em histórias verídicas ambientadas em uma sociedade autoritária que persegue artistas e qualquer pessoa que vai de contra ao governo são narradas as artimanhas de homens e mulheres fichados como artistas para escapar da vigilância e repressão praticadas pelo Estado policial instaurado na ditadura Vargas.

Os Olhos de Barthô”, de Orlandeli

Desde o nascimento, Barthô vê o mundo de um jeito muito peculiar. Uma visão leve e quase subjetiva diante das coisas da vida. Tudo é bonito aos olhos de Barthô. Essa forma de enxergar o mundo chama a atenção das pessoas mais próximas, principalmente Nicola – seu amigo de infância -, que tenta desde sempre mostrar que o mundo não é um mar de rosas. Nessa realidade cruel, ganha quem bate primeiro. Em meio a tantas verdades, não é fácil escolher o caminho certo, afinal… tudo é bonito aos olhos de Barthô. Uma história que reflete sobre as diferentes certezas, onde o que conta não é apenas aquilo que se vê, mas aquilo que se enxerga

Roseira, Medalha, Engenho e Outras Histórias”, de Jefferson Costa

Baseado em lembranças coletivas e individuais, na oralidade e em contos e “causos” que são passados de geração em geração, este é um relato emocionante sobre a luta de pessoas reais vivendo uma vida duramente real no nosso sertão nordestino.

Silvestre”, de Wagner Willian

Em Silvestre, acompanhamos a jornada de um velho caçador que atravessa e dialoga com lendas sobre divindades extintas, mergulhando na relação entre o homem e a natureza, e o respeito sobre o que a terra pode nos dar e o que somos capazes de oferecer. No isolamento de sua cabana, ele assa uma torta. Seu aroma cruza a memória, as paredes, a floresta, atraindo animais silvestres e criaturas fantásticas em um grande resgate ao convívio humano, digno de uma celebração selvagem e ritualística.

Último Assalto”, de Daniel Esteves e Alex Rodrigues

Kevin é morador de uma periferia de São Paulo e sonha em ser um grande lutador de boxe. Buscando superar um crime do passado, ele volta a treinar em uma academia popular após dois anos afastado. Porém, uma sequência de eventos revelará que alguns dos seus maiores desafios talvez não estejam no ringue.

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

Quer falar comigo, mas não pelos comentários do post? OK! Meu e-mail é pedrocirne@gmail.com

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