O icônico Capitão América completa 80 anos este mês. Como são oito décadas de aventuras nos quadrinhos, fora as em outras mídias, como o cinema, dá para falar muita coisa sobre ele. Hoje, vou apresentar pequenas curiosidades sobre o “Sentinela da Liberdade” (ou “Bandeiroso”, para quem não é tão fã do personagem).

– Capitão América, pai de família

Steve Rogers tem um filho, revelado em 2012 para nós, leitores: Ian Rogers, que hoje atua como o super-herói Nômade. Ponto final.

Isso seria fácil demais, né? Claro que não é assim. Ian Rogers nasceu Leopold Zola e é filho biológico de Arnim Zola, um dos maiores inimigos do Capitão. Steve e Ian foram parar em outra dimensão (a Dimensão Z) onde passaram 11 anos e lutaram juntos para sobreviver, criando um laço enorme.

Eu, particularmente, não gosto desse personagem. Primeiro, por ser uma zona: 11 anos em outra dimensão e tal. Segundo, porque acho muito parecido com um filho do Superman criado seis anos antes na rival DC: Christopher Kent nasceu Lor-Zod e é filho biológico do general Zod, um dos maiores inimigos do Superman. Christopher nasceu em outra dimensão, mas foi criado por Clark Kent e Lois Lane, criando um laço enorme. Chris Kent passou a atuar como o super-herói Asa Noturna. Não é semelhante?

– O pai do Capitão e “O Apanhador nos Campos de Centeio”

O Capitão América carismático, divertido e bonitão de Chris Evans, no Universo Cinematográfico Marvel, foi a primeira versão de carne e osso do personagem para muita gente. Entretanto, quem é da minha geração estreou com um filme de 1990, dirigido por Albert Pyun e feito com baixo orçamento.

Quem interpretou Steve Rogers foi Matt Salinger, filho de ninguém menos do que J. D. Salinger, autor do fabuloso  livro  “O Apanhador nos Campos de Centeio”.

– Caveira Vermelha, italiano

O filme que citei acima assumiu algumas… licenças. O mais famoso inimigo do Capitão América, o nazista Caveira Vermelha, deixou de ser alemão… O vilão interpretado por Scott Paulin virou o criminoso italiano (!?) Tadzio de Santis (?!?). Acho que tamanha liberdade criativa em adaptações de super-heróis só foi superada com o imbatível filme da Mulher-Gato, em que a personagem principal deixa de ser a anti-heroína sem poderes Selina Kyle, de Gotham City, e vira a poderosa Patience Phillips, cuja origem remete a uma deusa egípcia (!?!?!?!?).

– Clark Kent, o Super-Soldado

Nos anos 90, a Marvel e a DC fizeram uma brincadeira divertida: o universo Amálgama, em que seus heróis se “fundiram”. Assim, o Soro do Supersoldado, criado pelos EUA durante a Segunda Guerra Mundial, não foi aplicado em Steven Rogers, mas em… Clark Kent! Detalhe: este soro foi desenvolvido a partir de uma nave alienígena que caiu na Terra… seria ela de Krypton?

Eis que surge o Super-Soldado! Mais forte que uma locomotiva! Mais veloz do que uma bala! Capaz de voar!

– Avante, Vingadores! E avante, Invasores, Esquadrão Vitorioso…

O Capitão América é um dos membros mais populares da Marvel. Faz sentido que ele tenha participado de muitos supergrupos, e não só dos Vingadores.

Pesquisei aqui por onde ele andou nas últimas décadas, e a lista não é pequena. Será que veremos, algum dia, todos esses grupos no Universo Cinematográfico Marvel?

O Capitão América fez parte dos Invasores, Esquadrão Vitorioso, Defensores Secretos e de um monte de “subgrupos” dos Vingadores: Vingadores Secretos, Novos Vingadores e Esquadrão Unidade dos Vingadores… por enquanto. Certeza de que, até o final do ano, ele vai pintar em mais alguns grupos…

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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