Todo sábado, reúno aqui três ótimas HQs para recomendar – é o Sugestões de Sábado. De preferência, elas têm de ter algo em comum – e serem diferentes entre si.

Para hoje, escolhi três aventuras. São estilos diferentes do gênero, e criadas por artistas bem acima da média: o japonês Naoki Urasawa, o espanhol Miguelanxo Prado e o argentino  Salvador Sanz estão, para mim, entre os 15 maiores quadrinistas em atividade no mundo (a lista completa está aqui).

Boa leitura!

20th Century Boys”, de Naoki Urasawa

Algo está acontecendo na Tóquio de 1999: aparentemente, um atentado vai acontecer e matar muita gente. Há uma pitada de estranheza: talvez tenha a ver com um grupo de amigos que, quando crianças, inventaram uma aventura maluca na qual iam salvar o mundo.

A sinopse é simples demais para dar conta de tanto suspense, personagem carismático e tramas e subtramas que caminham juntas. Não à toa, foi premiada como melhor série na edição de 2004 do prestigioso Festival de Angoulême.

Presas Fáceis”, de Miguelanxo Prado

Pessoas estão sendo assassinadas na Espanha. Parecem ser mortes planejadas. Seria um serial killer? O excelente Miguelanxo Prado pega um tipo específico de subgênero de aventura, o “quem matou?”, e acrescenta camadas para discutir crise financeira e o lucrativo (e cruel?) sistema bancário. Um livraço, infelizmente inédito no Brasil.

Angela Della Morte”, de Salvador Sanz

 O talentoso Salvador Sanz normalmente cria pérolas do horror em quadrinhos. Esta obra é diferente: uma aventura com muita ficção científica que discute morte, vida, avanços da ciência…

(Sem falar na arte do Sanz, que é um espetáculo…)

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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