A editora Panini colocou em pré-venda, na semana passada, um volume e tanto: a fase completa do Homem-Animal escrita por Grant Morrison.

Quando o primeiro número da revista mensal “Animal Man” chegou às bancas, em setembro de 1988, o Homem-Animal era um personagem coadjuvante da DC.

Aliás, coadjuvante dos coadjuvantes: havia parecido em poucas histórias como protagonista até sumir. Quando repareceu, fazia parte de um grupo chamado Heróis Esquecidos (sim, existe um supergrupo com esse nome), onde, entre outros coadjuvantes, ele nem assim virou protagonista – era o Rip Hunter (quem?).

O que um ótimo escritor pode fazer com um personagem praticamente desconhecido? Muita coisa! Dois anos depois da estreia, a fase de Morrison com o personagem chegou ao fim em agosto de 1990, com “Animal Man” nº 26. A essa altura, acabava uma das fases que até hoje é uma das mais espetaculares de um personagem da DC Comics.

O Homem-Animal entrou no panteão de grandes heróis da editora – mais cedo ou mais tarde, você vai ver o trailer de algum filme ou série estrelados por ele.

Nenhum escritor pós-Morrison conseguiu manter o ritmo, o que foi uma pena. O personagem já não é mais o que foi, mas há a sombra desta fase sobre ele…

1 – Vale uma adaptação para o audivisual?
2 – Vale recomeçar de onde Morrison parou?
3 – Vale chamar outro escritor promissor e ver o que ele vai aprontar com o personagem?

Eu não expliquei por que a série é tão boa, apenas estou noticiando seu lançamento. Para as três perguntas acima, vou dar apenas a mesma resposta: definitivamente, vale ver o que Grant Morrison criou para o Homem-Animal.

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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