Aparentemente, os leitores brasileiros estão gostando das obras de horror do mangaká Junji Ito – o mesmo de “Uzumaki”, que saiu originalmente por aqui lááá em 2006, lembra? Aquele das espirais…

Ito é conhecido por criar mangás de horror. Há cenas que chegam a me incomodar – mortes crueis, por exemplo. Mas o fato é que esse terror está agradando. No primeiro semestre, já tivemos “Gyo” e o terceiro volume da reedição de “Uzumaki“. E há mais dois lançamentos nas últimas semanas e uma obra inédita anunciada para o ano que vem.

A Pipoca & Nanquim acabou de lançar o primeiro volume de “Tomie” (acima), minissérie em dois volumes que reúne a misteriosa, bela e assassina entidade sobrenatural que dá nome à HQ. Parece uma moça bonita, mas…

A mesma editora lança amanhã “Frankenstein e Outras Histórias De Horror” (abaixo), volume com mais de 400 páginas. A história principal, como o título entrega, é uma adpatação do clássico de Mary Shelley, mas há também outras histórias curtas. “Frankenstein” ganhou, há dois anos, o Eisner Awards, o Oscar dos quadrinhos norte-americanos, na categoria de melhor adaptação de outra mídia.

E a Devir também anunciou, vi na Biblioteca Brasileira de Mangás, para o ano que vem, “Vênus Invisível”, coletânea com dez histórias curtas de Ito.

Em seu perfil oficial no Instagram, a Pipoca & Nanquim anunciou que tem quatro obras de Ito licenciadas para saírem por aqui. Meu palpite é que uma delas será “Remina”, que abocanhou Eisner Awards em duas categorias neste ano: melhor obra asiática e melhor escritor/artista (para Ito, claro).

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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