Os latidos de Ideiafix, o cão mais irredutível de toda a Gália, não foram em vão. O eterno companheiro de Obelix – e de Asterix, por consequência – está tendo um ano de protagonista: vai estrelar não só sua própria HQ como também uma série animada.

A primeira temporada de “Idéfix et les Irréductibles” (em tradução livre, “Ideiafix e os irredutíveis”) terá 52 episódios de apenas 12 minutos. A série estreia em setembro na TV francesa – infelizmente, sem previsão para chegar ao Brasil.

Será a primeira vez que o animal mais fofo criado pela fantástica dupla René Goscinny (1926-77) e Albert Uderzo (1927-2020) terá tal destaque.

Mas um “esquenta” para a animação sai já este mês: o primeiro álbum estrelado pelo simpático cãozinho. Batizada de “Idéfix et les Irréductibles – Pas de quartier pour le latin!”, a HQ é um trabalho a muitas mãos. Jérôme Erbin, Matthieu Choquet e Yves Coulon são os responsáveis pelo roteiro, enquanto Jean Bastide e Philippe Fenech ilustram as cachorradas (no melhor sentido possível) da Gália antiga.

A ideia é que tanto a animação quanto o álbum mostrem as aventuras de Ideiafix antes de seu primeiro encontro com Obelix.

Os dois álbuns mais recentes de Asterix, “Astérix et la Transitalique” (de 2017) e “La Fille de Vercingétorix” (2019), permancem inéditos no Brasil. Além de “Idéfix et les Irréductibles”, daqui a poucos dias, a França receberá também “Astérix et le Griffon” (em tradução livre, “Asterix e o Grifo”), previsto para outubro.

Será que alguma editora brasileira se anima a publicar esses quatro títulos por aqui?

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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