Já foi difícil colecionar quadrinhos nacionais aqui no Brasil. As HQs não infantis eram caras e difíceis de achar – lembro, aqui em São Paulo, da livraria Laselva lá no aeroporto de Guarulhos. Aproveitava qualquer desculpa para ir lá, passar vontade.

Hoje, felizmente, temos muitas opções de qualidade – e com estilos diferentes, para vários gostos. Selecionei só três para este Sugestões de Sábado, mas tem muito mais na minha planilha de “por indicar”. Como diria uma amiga minha, “Deus conserve” esta boa oferta de quadrinhos brasileiros.

Olimpo Tropical”, de André Diniz e Laudo Ferreira

Um drama muito bem narrado sobre um jovem carioca que acaba arranjando um bico de vigia do narcotráfico. Um retrato do Rio de Janeiro que, até hoje, é poucas vezes visto pelo resto do Brasil.

Tobogã”, de Rafael Sica

Rafael Sica é um dos artistas mais criativos dos quadrinhos brasileiros. Suas obras são mais do que criativas: surpreendem. Às vezes, até no formato. “Tobogã” é um livro de 2013, bem autoral, e infelizmente difícil de ser encontrado – mas você pode achar no hyperlink que deixei aí em cima.

Hinário Nacional”, de Marcelo Quintanilha

Quintanilha é um ótimo narrador: seus instantâneos do Brasil profundo são concisos e envolventes. Além disso, é um ótimo ilustrador. Eu poderia sugerir qualquer obra dele, mas optei pro “Hinário Nacional” porque faz tempo que não a releio.

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

Quer falar comigo, mas não pelos comentários do post? OK! Meu e-mail é pedrocirne@gmail.com

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