Há dois meses, apresentei uma lista com sete filmes que adaptam histórias em quadrinhos. Sabe como é, estamos todos isolados em casa e tal, uma diversão ajuda a passar o tempo…

Enfim, o isolamento não acabou. Então, acho que temos espaço para mais uma lista! De novo, fiz uma seleção eclética: tem adaptação de mangá, super-herói, brasileiro, europeu etc. Os filmes também são distribuídos no tempo: as quatro últimas décadas estão representadas.

Não coloquei nenhum da Marvel, mas não precisa, né? Todos eles são sucessos, e você provavelmente já os assistiu. Se ainda não, pode começar por eles…

O fato de eles não estarem aqui não significa que eu não goste do MCU (Universo Cinematográfico Marvel). Pelo contrário, eu adoro! Amanhã, vou apresentar meu ranking com todos eles: dos que menos gosto aos meus favoritos.

Fiz a lista de hoje em ordem cronológica para facilitar, mas acho que você vai escolher pelos personagens ou gênero 😉

“Heavy Metal” (de 1981)

Dirigido por Gerald Potterton; disponível em HBO GO, Google Play, Microsoft e Apple TV

Essa animação canadense leva a série o lance de sexo, drogas e rock and roll. A revista francesa “Métal Hurlant” e sua congênere inglesa “Heavy Metal” sempre apresentaram histórias curtas de fantasia e aventura com roteiros enxutos e artes caprichadas. A versão cinematográfica teve tudo isso e ainda caprichou na trilha sonora.

“As Aventuras da Turma da Mônica” (de 1982)

Dirigido por Mauricio de Sousa; disponível no canal da Turma da Mônica no Youtube

O que a animação acima tem de transgressora, essa tem de fofa. Trata-se de um filme que costura quatro aventuras diferentes da Turma da Mônica, com direito a paródia de um sucesso cinematográfico da época… Lorde Coelhão é uma “versão” do Darth Vader em “O Império Empacota”, uma brincadeira com “Star Wars – O Império Contra-Ataca”.

“Nausicaä do Vale do Vento” (de 1984)

Dirigido por Hayao Miyazaki; disponível em Netflix

Qualquer mangá ou filme criados por Hayao Miyazaki já são recomendáveis só por ele estar envolvido. Acha que estou exagerando? Dê uma chance a esta animação que mostra um futuro horroroso em que a humanidade praticamente destruiu o planeta Terra – e, por extensão, a si mesma.

“Rocketeer” (de 1991)

Dirigido por Joe Johnston; disponível em Telecine e Apple TV

Houve um tempo em que as histórias de super-heróis podiam ser leves, divertidas e despretensiosas. A ótima HQ de Dave Stevens já era assim, e o filme de Johnston manteve o espírito. É a aventura de um jovem que descobre, por acaso, um uniforme especial com um foguete nas costas que o permite voar. O que fazer com esse achado e por que há pessoas que querem destruí-lo?

Curiosidades: Johnston dirigiu um dos primeiros filmes do Universo Cinematográfico Marvel (“Capitão América: O Primeiro Vingador”, de 2011);  Jennifer Connelly é uma das atrizes de “Expresso do Amanhã”, série televisiva que começou como uma HQ europeia; e o eterno 007 Timothy Dalton atua em “Patrulha do Destino”, ótimo seriado inspirado em um grupo meio desconhecido da DC Comics.

“Ghost in the Shell” (de 1995)

Dirigido por Mamoru Oshii; disponível em Netflix, Amazon Prime Video, Telecine e Apple TV

Outro grande animê japonês, este adapta o ótimo mangá de mesmo nome. Em um futuro tremendamente tecnológico, um crime dá origem a uma investigação que se depara com uma conspiração.  Esta ficção científica diverte e ainda reflete, entre outras coisas, sobre até que ponto o corpo humano e a tecnologia podem se misturar e o que, afinal, é uma alma.

“Hellboy” (de 2004)

Dirigido por Guillermo del Toro; disponível em Telecine, Google Play, Microsoft e Looke

O mexicano Del Toro é um dos meus cineastas favoritos – recomendo outros filmes dele que não têm nada a ver com quadrinhos, como o lindo “O Labirinto do Fauno”.

Del Toro acertou tudo nos dois filmes (houve uma continuação em 2008, igualmente boa) com Hellboy, criação máxima de Mike Mignola. O protagonista literalmente veio do Inferno e parece um demônio, mas isso não faz dele um cara mau. Há muita ação e humor, além de figurinos, maquiagens e efeitos especiais acima da média.

“Mulher-Maravilha” (de 2017)

Dirigido por Patty Jenkins; disponível em Netflix, Amazon Prime Video, Telecine, Google Play, Microsoft e Apple TV

Sou fã da personagem e acho que a DC devia tomar um pescotapa por ter demorado tanto tempo para levá-la para o cinema. A cineasta Patty Jenkins, entretanto, mostrou ser ótima para o trabalho: criou um filme leve, divertido, cheio de ação e humor. Quero muito ver a sequência!

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

Quer falar comigo, mas não pelos comentários do post? OK! Meu e-mail é pedrocirne@gmail.com

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