Quando os amigos dos meus pais e meus parentes mais velhos percebiam que eu lia quadrinhos sempre que respirava, havia algumas reações em comum. A maioria me estimulava – afinal, ler só faz bem. Outros eram nostálgicos e citavam Bolinha, Luluzinha, Príncipe Valente… E havia uma palavra mágica que volta e meia aparecia: “Pasquim”.

Eu não tinha idade para entender a revolução que o “Pasquim” propiciou na imprensa brasileira, nem a maneira ousada e divertida como fizeram oposição à ditadura. Também conhecia pouquíssimo de seus principais autores: Jaguar, Tarso de Castro, Sérgio Cabral, Millôr, Miguel Paiva, Claudius, Fortuna e tantos outros.

Conforme fui crescendo e estudando mais sobre HQs, História e Política, mais fui tendo contato com o “Pasquim” – inclusive, recomendo os documentários “O Pasquim – A Subversão do Humor” e “Tá Rindo de quê?”. Se você não está familiarizado com este termo, assistir a um destes filmes vai ajudar a valorizar esse baita momento da imprensa e do humor brasileiros.

Tudo isso para dizer que meu pai me avisou recentemente que a Biblioteca Nacional disponibilizou, online e de graça, todas as edições de “O Pasquim” – página após página, desenho após desenho, bebedeira após bebedeira… Enfim, para desfrutar, é só clicar aqui.

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

Quer falar comigo, mas não pelos comentários do post? OK! Meu e-mail é pedrocirne@gmail.com

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