Estamos na Semana das Mulheres, então achei que seria interessante pedir dicas de HQs para quem manjasse muito do assunto. É o caso da roteirista Milena Azevedo, autora de “Contos Urbanos” e “Penpengusa“.

Ontem, publiquei as dicas da acadêmica Dani Marino, e amanhã será a vez da artista Roberta Cirne.

Aqui estão as sugestões da Milena – as descrições são dela:

Minha coisa favorita é monstro” – livro 1, de Emil Ferris

“Se uma desenhista contrai uma doença rara, sofrendo, entre outros males, de paralisia na mão direita, sua vida profissional chega ao fim? Usando uma caneta Bic, Emil Ferris mostrou que é possível dar a volta por cima, e criou uma das melhores graphic novels de todos os tempos. Nem a esnobada de uma porção de editoras fez com que ela desistisse de apresentar ao mundo as desventuras da Karen, uma ‘lobismoça’ de 10 anos, fissurada em monstros e artes plásticas, que investiga a morte da amiga Anka, na Chicago do final da década de 1960.”

Beco do Rosário“, de Ana Luiza Koehler

“Essa HQ retrata o processo de urbanização de Porto Alegre, na década de 1920, com bom humor, crítica social e de gênero bem dosadas e muito esmero na pesquisa e no traço. Ana Luiza Koehler usa seu inconfundível bico de pena para contar a história de Vitória, uma jovem negra, moradora do Beco do Rosário, que vai de encontro às convenções da sociedade para fazer valer o seu sonho: tornar-se uma jornalista.”

Bordados“, de Marjane Satrapi

“A autora de Persépolis apresenta seu trabalho mais intimista, mostrando que as recatadas mulheres iranianas também gostam de uma boa fofoca, e têm até mesmo um momento para fazê-lo: durante o chá do meio-dia. O título da HQ faz referência tanto ao ato de tricotar (fofocar) quanto à himenoplastia.”

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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