O Sugestões de Sábado da semana passada trouxe dicas de quadrinhos de mortos-vivos – inclusive com duas versões bem diferentes para o clássico da literatura universal “Frankestein”.

Hoje, vou manter o clima de terror nas dicas. Temos uma obra europeia, uma argentina e até uma de super-herói! Boa leitura 🙂

Dylan Dog – Almanaque do Pesadelo”, de Tiziano Sclavi e vários

O italiano Tiziano Sclavi não quis reinventar a roda com seu personagem Dylan Dog. Afinal, detetives especializados em casos sobrenaturais existem aos borbotões. Mas Sclavi deu uma bola dentro. Dylan Dog e seu impagável parceiro Groucho protagonizam aventuras que flertam com todo tipo de criaturas das trevas – mas com muito, muito humor. Esta edição que sugiro traz oito histórias curtas do universo de Dylan Dog.

O Esqueleto – O Início, de Salvador Sanz

O argentino Salvador Sanz é, para mim, um dos 15 melhores quadrinistas do mundo em atividade (explico por que aqui). Um resumo: escreve muito, muito bem – e ilustra tão bem quanto escreve. Sua especialidade são os quadrinhos de horror, e qualquer um que eu indicasse seria uma boa pedida. Mas gosto desta série “O Esqueleto”, em que a Buenos Aires de um futuro distópico está infestada por criaturas monstruosas. “O Início” é o volume que abre a série.

Batman – Chuva Rubra” – de Doug Moench e Kelley Jones

Nos distantes anos 90, as duas grandes americanas de quadrinhos descobriram a maravilha que são as “realidades alternativas”. Começaram a criar histórias de “dimensões paralelas”, em que seus principais personagens estavam em outro contexto e as histórias não precisavam seguir a complicada cronologia oficial.

Assim, por exemplo, poderia haver uma HQ em que o foguete que trouxe Kal-El de Krypton pousou na União Soviética de Stalin, ou que a Mulher-Maravilha encantou o mundo no século 19.

Uma das histórias mais interessantes deste período é “Chuva Rubra” (lançada no Brasil em três números), em que a Gotham City é atacada por vampiros, e tudo leva a crer que Batman terá de enfrentar ninguém menos do que o Drácula  – tudo com a linda arte de Kelley Jones.

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

Quer falar comigo, mas não pelos comentários do post? OK! Meu e-mail é pedrocirne@gmail.com

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