A DC anunciou ontem que Yara Flor, a Mulher-Maravilha brasileira, vai ganhar uma revista mensal para chamar de sua: “Wonder Girl” (Moça-Maravilha). O título mensal será tocado por Joëlle Jones, a criadora da personagem, e será lançado em 18 de maio. (Abaixo, a imagem que estará na capa do primeiro número).

A criação da heroína amazonense Yara Flor foi anunciada no ano passado, quando a DC divulgou o evento chamado “Future State”. A publicação deste projeto, que envolve a aparição de vários novos personagens, começou no início de janeiro e será encerrada no final de fevereiro.

As histórias de “Future State” se passam em um possível futuro da editora e não havia garantias de que os personagens criados especialmente para ele fossem integrados à cronologia oficial da DC.

Não havia garantias, mas sim uma grande dica. Antes mesmo de sua estreia nos quadrinhos, um seriado de TV protagonizado por Yara Flor já estava sendo produzido.

A série foi anunciada como “Wonder Girl” e provavelmente será chamada no Brasil de “Moça-Maravilha”. Ainda sem data de estreia, “Wonder Girl” será exibida pelo CW, mesmo canal de “Flash” (onde aparece outra heroína brasileira, a Allegra) e “Supergirl”.

O próprio nome da série também indicava que Yara não manteria o título de Mulher-Maravilha por muito tempo – não faria sentido a personagem protagonizar um seriado com um nome (Moça-Maravilha) e ser conhecida nos quadrinhos por outro (Mulher-Maravilha).

A minissérie de estreia de Yara Flor teve duas edições (o segundo número saiu na última quarta) e teve referências e homenagens ao folclore brasileiro, como contei em um artigo na minha coluna semanal da TV Cultura. Será que Joëlle vai continuar aproveitando elementos do folclore brasileiro em sua revista mensal? Eu chutaria que sim.

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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