É hoje! Após uns 6.000 trailers, teasers ou comerciais de TV diferentes, WandaVision finalmente debuta no Disney+.

Desde criança eu gosto desse casal. Afinal, o Visão não é só um androide. É um sintezoide-criado-por-um-vilão-ocupado-pela-alma-de-um-vilão-que-virou-herói. E a Wanda? Também não é só uma feiticeira. É uma mutante-ex-inimiga-dos-X-Men-agora-membro-dos-Vingadores-feiticeira. Nada neles é simples. Trata-se do casal mais inusitado do Universo Marvel!

Separei cinco curiosidades sobre eles.

1 – Wanda começou como vilã e voltou a ser vilã algumas vezes

Os mestres Stan Lee e Jack Kirby criaram a Feiticeira Escarlate e seu gêmeo Mercúrio como vilões: eles eram membros da Irmandade dos Mutantes e inimigos dos X-Men.

O tempo passou, ela virou heroína e membro dos Vingadores… e teve algumas recaídas. Em uma história de 1990 dos Vingadores da Costa Oeste, ela derrota três companheiros heróis sem fazer esforço (imagem acima). Na saga “Vingadores – A Queda”, de 2004, ela enlouquece e os Vingadores só conseguem a deter com ajuda do Doutor Estranho.

2 – Visão teve outra esposa

Em uma ótima minissérie de 2015, “Visão”, o androide aparece tentando levar um novo tipo de vida: casado e com filhos. Assim como ele, sua mulher é uma inteligência artificial: Virginia. O casal tem 3 lindos androidezinhos: Vin, Vivian e Vivian 2.0.

3 – Wanda foi mutante a vida inteira, até a Marvel mudar de ideia

A Feiticeira Escarlate foi criada em 1964 como uma mutante, membro do supergrupo Irmandade dos Mutantes, inimiga dos mutantes X-Men e com poderes mutantes de magia. O pai dele é Magneto, um dos mais poderosos mutantes de todos os tempos.

Ou seja, ela é mutante. Sempre foi e, se dependesse de mim, seria para sempre.

Mas tudo pode mudar no mundo dos quadrinhos. Em 2016, a Marvel decidiu que a Feiticeira Escarlate e o Mercúrio não eram mais mutantes nem filhos do Magneto. Agora, eram filhos de Natalya Maximoff, também conhecida como… Feiticeira Escarlate (quem aparece na imagem logo acima é Natalya, e não Wanda).

Embora oficialmente negue, a Marvel fez essa patacoada para evitar que os personagens continuassem sendo aproveitados nas franquias dos X-Men (que são mutantes) no cinema e na TV, que estavam com a Fox. Repare que, até hoje, a Wanda nunca foi chamada de Feiticeira Escarlate no Universo Cinematográfico Marvel.

Entretanto, a Fox não detém mais os direitos dos audiovisuais dos mutantes, que voltaram para a Marvel. Portanto, pode ser que ela passe a ser chamada de Feiticeira Escarlate na mini que estreia hoje, ou em suas próximas aparições. Mais do que isso: podem reverter essa patacoada e colocarem Mercúrio e Feiticeira Escarlate como mutantes nos quadrinhos.

4 – Visão e Feiticeira Escarlate já morreram algumas vezes

Não é fácil ser super-herói na Marvel: você morre com alguma frequência. Também não é fácil ser roteirista: o editor te manda ressuscitar o personagem, e você tem que obedecer.

A primeira dessas mortes foi em 1978, no final da Saga de Korvac, os vilões matam dezenas de Vingadores e Guardiões da Galáxia, inclusive nosso casal predileto (na cena acima, Viúva Negra e Wanda morrem ao mesmo tempo). Não se preocupe, eles morreram, mas passam bem: ressuscitaram dessa morte. E de todas as outras.

5 – A cerimônia de casamento entre Visão e Wanda também foi a cerimônia de casamento de uma vingadora com uma árvore alienígena encarnada no corpo de um vingador morto

Eu não consigo explicar a confusão acima, desculpe. Mas é isso mesmo que você leu. Essa história vai ser republicada em “Visão e Feiticeira Escarlate – Dia das Bruxas”.

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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