Hoje é dia de Duas Dicas Dominicais, a seção do Hábito de Quadrinhos dedicada a lançamentos. Ontem, no Sábado Sessão Saudade, sugeri três quadrinhos de aventura. Hoje, vou seguir a toada.

Entretanto, em vez de histórias de ronins e samurais (Lobo Solitário), marinheiros (Corto Maltese) e magia (Mandrake), vamos de super-heróis (Visão!) e faroeste (Tex).

Visão – Pouco pior que um homem”, de Tom King e Gabriel Hernandez Walta

Para ser sincero, este é um relançamento. Mas vale a pena. Tom King tem se firmando como um dos grandes roteiristas de super-heróis do momento. Consegue, ao mesmo tempo, dar profundidade aos personagens e criar cenas inesquecíveis.

King parece ter uma queda pelos personagens menos famosos: aquelas criaturas que estão há décadas orbitando as principais sagas e supergrupos de suas editoras, mas raramente conseguem os holofotes. Fez isso, por exemplo, com o Senhor Milagre, da DC (que vale um comentário maior). E também com o Visão, da Marvel, com o qual ganhou duas categorias do Eisner Awards, o Oscar dos quadrinhos norte-americanos.

Tex”, vários autores

Este é um fenômeto dos fumetti, os quadrinhos italianos. Criado em 1948 por Gian Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini, Tex é um ranger (oficial da lei) que atua no Velho Oeste dos Estados Unidos. Tiros, pradarias, índios, soldados: muita lealdade e aventura por todas as páginas.

Entrei no sita da Mythos, a editora que lança Tex no Brasil. Sabe quantas coleções do personagem ela publica? Dezessete! Não são todas mensais, claro. Mas dá para ter uma noção do tamanho da sua popularidade. Entendeu por que, no parágrafo acima, eu disse que era um fenômeno?

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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