Eu comentei na semana passada que, nos anos 60 e 70, os criadores da DC Comics imaginaram um futuro inocente, colorido e cheio de poderes originais para o futuro do universo da editora. Em uma palavra, hilário.

As histórias da Legião dos Super-Heróis, que se passam daqui a mil anos, são habitadas por seres com poderes bem peculiares. Reuni alguns deles aqui para você entender do que eu estou falando…

(Adoraria pegar uma Esfera do Tempo – uma máquina do tempo redonda, como o nome diz – e ir ao futuro ver essas criaturas poderosas, coloridas e levemente ridículas em ação…)

Moça-Contagiosa (Legion of Super-Rejects): o pavor dos vilões – ou dos hipocondríacos, ainda não decidi. Drura Sehpt pode passar doenças. Proteja-se!

Rapaz-Come-Tudo (Matter-Eater Lad): os tradutores brasileiros apresentaram Tenzil Kem como Digestor. Acho que para tentarem, sei lá, fazer com que ele parecesse menos bobo. O poder dele? Sim, ele como de tudo: proteínas, salada, carboidratos, madeiras, metais…

Pedro Porco-Espinho (Porcupine Pete): confesso, não lembro como traduziram o nome dele por aqui. Provável que tenham mantido Porcupine Pete… O poder desse Peter? Sim, lançar espinhos…

Rapaz das Cores (Color Kid) – Sim, ele pode mudar as cores de tudo. Se alguém for bater nele com um tacape, Ulu Vakk pode deixar o tacape amarelo. Se o bandido estiver assaltando um banco, Color Kid vai mudar as cores do meliante – em como isso vai impedir o assalto, não sei.

Rapaz-Isolamento (Insulation Lad) – Eu mencionei aqui na semana passada: muitos dos artistas que tocam a DC hoje cresceram lendo a era de ingenuidade da Legião. Assim, criam situações em que ao mesmo tempo a reverenciam… e tiram sarro dela. Uma história da Liga da Justiça que se passa no futuro cita o Rapaz-Isolamento, que infelizmente não aparece. Adoraria ver quais são os poderes dessa criatura. Talvez estivesse escondido em um algum lugar, isolado…

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

Quer falar comigo, mas não pelos comentários do post? OK! Meu e-mail é pedrocirne@gmail.com

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