Este é o final de semana dos pais… Por isso, não vou publicar o Sábado Sessão Saudade nem o Duas Dicas Dominicais, com sugestões de quadrinhos antigos e novos, respectivamente. Por outro lado…

Por outro lado, fiz uma lista com os melhores pais dos quadrinhos… Na minha opinião, claro 🙂

Professor Ochanomizu

Criação do mangaká Osamu Tezuka em sua icônica série Astro Boy.       

Cientista maravilhoso, pai idem: ao perceber que Astro Boy não era igual aos outros robôs, Hiroshi Ochanomizu o adotou como filho. E lhe deu a melhor educação que conseguiu!

Deu tão certo que Astro Boy virou um dos maiores heróis do Japão. E dos mangás… E dos animês…

Pai da Mafalda

Ele não tem nome nem sobrenome – e olha que a tira da Mafalda foi publicada por uma década!

Mesmo sem nome (e talvez por causa disso), essa criação do Quino reflete os pais que somos (ou viremos a ser):  amorosos com a família, preocupados com o emprego e a crise econômico, acuados pelas infinitas dúvidas dos filhos, inevitavelmente mais inteligentes do que nós…

Quem não se identifica com o Pai da Mafalda, seja lá qual for o nome dele?

Darryl MacPherson

A tira “Baby Blues” começou a circular nos jornais americanos em 1990 – 30 anos depois, continua na ativa. Começou com o nascimento da pequena Zoe, o que promoveu Darryl MacPherson a papai. Ele começou como todos: acertando, errando e amando…

Após três décadas, retratadas com muito humor pelos criadores Jerry Scott e Rick Kirkman, MacPherson continua na ativa – agora, com a chegada de Hamish e Wren, já são três filhos.

E ele continua acertando, errando e amando…

Tio Ben

Não sei se a Marvel alguma vez sacramentou que o Tio Ben virou pai adotivo de Peter Parker após a morte de seus pais. Não importa! Ben foi um pai presente, amoroso, bondoso e amigo. O que mais podemos querer de um pai?

Quer saber mais sobre Benjamin Franklin Parker, criação de Stan Lee e Steve Ditko? Ele é fundamental na história que traz a primeira aparição do Homem-Aranha.

Jonathan Kent

Por que o Superman, tão poderoso que poderia conquistar o planeta Terra, prefere ser alguém a serviço da humanidade? Porque alguém acolheu o órfão Kal-El e o ensinou o que eram amor, empatia e altruísmo. Achou a minha resposta muito simples? Pois leia “Superman – O Homem de Aço”, de John Byrne. 🙂

Esqueça o Jon Kent egoísta e medroso daquele filme ruim do Zack Snyder, infelizmente também chamado “Superman – O Homem de Aço”. O fazendeiro Kent, criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, é um herói pelo exemplo que dá.

Já pensou se todos nós fossemos criados com os mesmos valores de Jon Kent?

A bondade exemplar de Jon Kent me lembra a do meu irmão Fábio. Este texto é dedicado a ele, pai amoroso que merece algum dia virar personagem de quadrinhos. 🙂

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

Quer falar comigo, mas não pelos comentários do post? OK! Meu e-mail é pedrocirne@gmail.com

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