Era uma vez um mangá que teve 2,9 milhões de exemplares de uma única edição em apenas uma semana. Qual mangá? “Demon Slayer”, cujo último capítulo alcançou esta façanha entre 30 de novembro e 6 de dezembro.

Achou pouco? Pois o filme mais assistido no Japão este ano foi a animação “Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba the Movie: Mugen Train” (ainda sem tradução para o português).

Escrito e ilustrado por Koyoharu Gotōge, “Demon Slayer” foi lançado semanalmente de fevereiro de 2016 a maio de 2020 – foram 201 capítulos. Posteriormente, como acontece com a maioria dos mangás, essas histórias são reunidas em encadernados, conhecidos como tankōbons. Esta edição que vendeu uma barbaridade é o 23º volume da série, que reúne os capítulos de 197 a 201.

“Demon Slayer” é de uma aventura sobrenatural estrelada pelo trágico Tanjiro Kamado. Ele se tornou um assassino de demônios (daí o título do mangá) depois que essas criaturas massacraram seus pais e amaldiçoaram sua irmã, transformando-a em uma criatura semidemoníaca.

Obra recente, “Demon Slayer” começou a sair no Brasil apenas este ano, pela Panini. E, como costuma acontecer com mangás que fazem sucesso, virou animê, que estreou em 2017 lá fora e, aqui no Brasil, está disponível no Crunchyroll.

Uma sequência a esse animê é o filme citado logo acima, “Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba the Movie: Mugen Train”, ainda sem previsão de estreia no Brasil. A obra de Koyoharu Gotōge é o segundo filme de maior arrecadação no Japão em todos os tempos, atrás apenas do lindo “A Viagem de Chihiro”.

Enquanto você lia esta nota, acredite, “Demon Slayer” já vendeu mais um montão de exemplares mundo afora…

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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