Gosto muito de quadrinhos de todas as partes do mundo, e fico feliz de ver, a conta-gotas, HQs de África finalmente saindo aqui no Brasil. Entretanto, como ainda são realmente poucas, tento acompanhar os perfis de artistas africanos nas redes sociais. Aproveito hoje para deixar, por aqui, algumas sugestões:

Ayodele David (Nigéria)

Ou eu me impressiono muito fácil, ou o trabalho hiper-realista deste nigeriano se enquadra em exagero-de-hiper-realista… Vale dar uma navegada pelo Instagram dele e ver do que eu estou falando 😉

Estúdio Kugali

Uma equipe que começou pequena, fundada por três amigos: os nigerianos Ziki Nelson e Tolu Olowofoyeku e o ugandense Hamid Ibrahim. Cresceu tanto que hoje está aí, fazendo parceria com a Disney (como conto nesta coluna publicada na TV Cultura).

Fanuel Leul (Etiópia)

Uma porção enorme de África, outra de ficção científica… Eis a receita do afrofuturismo (definição dele, não minha) de Fanuel Leul.
(É dele a arte que abre este texto).

Koffi Roger N’guessan (Costa do Marfim)

Um dos poucos artistas africanos lançados este ano aqui no Brasil (e que venham muitos outros!). É dele “Ligeiro Amargor: uma História do Chá“, que está saindo pela Skript.

Mayor Olajide (Nigéria)

O que será que a Nigéria coloca na água dos seus artistas, hein? Assim como o Ayodele, citado acima, o jovem Mayor é um dos raros adeptos do exagero-de-hiper-realista – o “Cristiano Ronaldo” logo acima não me deixa mentir!

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

Quer falar comigo, mas não pelos comentários do post? OK! Meu e-mail é pedrocirne@gmail.com

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