A editora Veneta lança nesta semana o novo álbum de Marcello Quintanilha: “Escuta, Formosa Márcia“.

Quintanilha é ótimo tanto roteirista quanto ilustrador – você pode checar isso nos álbuns “Talco de Vidro” e “Luzes de Niterói“, por exemplo. E também é um excelente retratista de Brasil.

As histórias de Quintanilha são crônicas protagonizadas por brasileiros comuns, como você e eu (estou supondo que você seja uma pessoa comum e não a Marta ou o Pelé – não sei se eles leem quadrinhos).

Quando digo “crônicas”, é porque esta é a palavra que me vem à mente: uma mulher em crise no casamento, uma família com altos e baixos, uma carona no interior do país. Nas histórias mais longas, é possível se aprofundar mais nos personagens – e no Brasil que os circunda. O país não é apenas um cenário em suas histórias – sei que estou me repetindo, mas você pode checar isso nos álbuns “Talco de Vidro” e “Luzes de Niterói”, por exemplo. 🙂

Ainda não li “Escuta, Formosa Márcia”, mas temos logo abaixo a sinopse da editora. A julgar por ela, a brasilidade continua presente. Sobre a qualidade do roteiro e da arte… ainda não li, mas duvido que não estejam lá…

“Mãe solteira, nascida e criada em uma comunidade do Estado do Rio, a enfermeira Márcia vem travando uma verdadeira batalha doméstica para disciplinar sua filha, a insubordinada Jaqueline. Apesar do auxílio de seu companheiro Aluísio, padrasto da garota, tudo parece inútil: Jaqueline não aceita se submeter a nada que a impeça de sair por aí e fazer o que quiser, sem dar satisfações a ninguém.

Porém, quando a jovem se vê envolvida até o pescoço com o crime organizado, Márcia estará disposta a chegar às últimas consequências para livrá-la dessa enrascada. Quer Jaqueline queira, quer não.”

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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