O post de ontem da Sábado Sessão Saudade trouxe três sugestões de terror. Hoje, dia das Duas Dicas Dominicais, eu poderia seguir o embalo e falar de duas obras do gênero que estão sendo lançadas. É o que farei… Mas, antes, uma confissão. Escolhi o gênero terror só para poder falar do Jayme Cortez.

Fronteiras do Além”, de Jayme Cortez

O luso-brasileiro Jayme Cortez (1926-87) foi um excelente quadrinista. Certo. Mas, mais do que isso, foi um artista que lutou com convicção, e por décadas, para publicar seu trabalho em uma época em que o Brasil era, digamos, meio obtuso contra qualquer forma de arte. Sim, estou falando da Ditadura Militar.

Por tudo o que ele mostrou em suas páginas, e pelo tanto que lutou fora delas, não é à toa que Jayme Cortez é considerado um mestre dos quadrinhos por aqueles que você e eu consideramos mestres dos quadrinhos.

O recente “Fronteiras do Além” traz uma coletânea e tanto dos trabalhos de Cortez. Gostar de terror… ou de bons quadrinhos? Vai curtir.

Hellboy”, de Mike Mignola

Ele veio do inferno e parece o Capeta, mas tem um coração de herói: Hellboy é o cara! O roteirista e ilustrador Mike Mignola pesquisa vários folclores, contos de fada, livros de terror etc para criar aventuras bem interessantes com o vermelhão de chifres cortados.

A editora Mythos tem publicado as histórias do Hellboy em uma bela coleção, batizada de Edição Histórica. O 11º volume saiu no início do ano.

Independentemente de se você ler ou não as HQs, os dois filmes do personagem dirigidos por Guillermo del Toro são ótimos.

Mas só os dirigidos pelo Del Toro, tá?

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

Quer falar comigo, mas não pelos comentários do post? OK! Meu e-mail é pedrocirne@gmail.com

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