
Para começar bem o mês (eu sei que maio começou três dias atrás, mas teve feriado e final de semana aí no meio), vamos fazer aquela nossa ronda mensal no Catarse. Ou seja, garimpar artistas nacionais no Catarse que apresentam projetos interessantes de quadrinhos, de preferência de gêneros diferentes.
As descrições abaixo são dos próprios autores (ou editoras):
“Queria ter aproveitado aquele abraço“, de Gustavo Nascimento

“Sempre pensei estar sozinho, não uma vez, mas várias vezes durante a vida, e os quadrinhos me mostraram que não: que se faz em conjunto e que, quanto mais singular, mais plural.
Neste quadrinho, exploro a minha jornada até a descoberta do meu diagnóstico de borderline, passando principalmente pela dificuldade em me adaptar a remédios e meu entendimento de mundo se chocando com a realidade de quem não tem o transtorno.
Publiquei próximo da metade dele no Instagram, onde troquei comentários e mensagens com pessoas que, como eu, sofrem do transtorno, e, além disso, com sobreviventes de abuso sexual, que também é meu caso.
Meu objetivo com esse livro é ajudar quem se sente sozinho lutando contra os sintomas. Sintomas que me fizeram perder relações, empregos e me fizeram acreditar que eu não tinha lugar no mundo.”
Estúdio Fefeco (assinatura), de Fefê Torquato

“Eu me chamo Fefê Torquato sou quadrinista e autora. E também a criadora do Estúdio Fefeco.
O estúdio Fefeco nada mais é que uma extensão do meu próprio estúdio onde eu trabalho nos meus quadrinhos. Eu faço quadrinhos desde 2011, e desde então foram muitos altos e baixos de produção, o que não impediu de hoje ter uma boa biblioteca de trabalhos variados. (…)
Hoje meu único intuito é me inspirar na Fernanda dos anos 90, pré internet, desenhando suas histórias, vivendo vários universos diferentes na sua imaginação sem limites, dentro do seu quarto de adolescente. Só que o quarto virou um estúdio, a adolescente uma mulher de 40 e poucos anos, e esses universos saíram da imaginação e, com sorte e paciência, irão para o papel.”
“Papo Amarelo: o caso Yanomami“, de Eberton Ferreira

“O convite do autor de Papo Amarelo (Moacir Torres) para uma edição comemorativa do seu personagem, foi o ponto de partida que reuniu um grupo de artistas nesse crossover especial. Mais do que um simples encontro entre heróis, esta obra celebra a união entre criadores e suas criações, conectados por um propósito comum: contar uma boa história e provocar reflexão. São três superes brasileiros apresentados em suas essências mais puras: o defensor da floresta, guardião silencioso do verde que resiste ao tempo e à destruição (Papo); o folclore vivo, portador de mitos, saberes e da memória ancestral de um povo inteiro (Xamã de Eberton Ferreira); e uma espiã que simboliza proteção e amizade — expressão de união, empatia e coragem diante do desconhecido (Adriana, a Agente Laranja de André Carim).”
“Pequena Liz“, de Daniel Brandão

“Brincadeiras. Histórias inventadas. Respostas espertas. Peraltices. O universo das crianças é mágico por si só. A pessoa adulta, se olha com alguma atenção, percebe um mundo permeado de histórias e pode ser transportada à própria infância, vendo um reflexo de si nesse encantamento dos olhos infantis. O artista atento, por sua vez, vê uma chance de levar esse fascínio a todas as pessoas através da reinterpretação da infância em quadrinhos.
LIZ é uma personagem de quadrinhos que fala sobre esses encantos. Pelo olhar de seu pai e criador, Daniel Brandão, Liz ganha histórias cheias de humor, questionamentos e peraltices, trazendo família, amigos, escola, leituras e o próprio mundo como personagens coadjuvantes da intensidade alegre e curiosa da pequena.”