Há um problema enorme que atinge famílias em lugares diferentes do mundo – eu, infelizmente, conheço um caso. Mas quantas famílias? E como lidam com isso? O enorme silêncio em torno de um problema tão violento torna ainda mais difícil combatê-lo.

A jornalista francesa Marine Courtade foi abusada sexualmente pelo próprio avô. E o tema, conta ela, é hoje ignorado pela sua família, que não toca no assunto.

Movida pela sua própria experiência, Marine entrevistou pais, tios e tias para entender entender: por que se calaram?

O resultado é a HQ “A gente não fala dessas coisas“, ilustrada por Alexandra Petit. A editora Nemo colocou a edição brasileira em pré-venda.

Abaixo, trechos da sinopse da editora:

“Na infância, Marine foi vítima de abuso sexual pelo avô – e não foi a única. Ao revelar o que acontecia, descobriu que outros familiares já suspeitavam ou tinham conhecimento de episódios semelhantes.
Com o desenho sensível de Alexandra Petit (@alexpetit_) , “A gente não fala dessas coisas” combina memória autobiográfica, reportagem e entrevistas com especialistas para investigar não apenas o crime, mas aquilo que o torna possível: o silêncio. Uma obra sobre incesto, trauma, responsabilidade coletiva e a difícil tarefa de romper um segredo transmitido de geração em geração.”

Please follow and like us:

Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

Quer falar comigo, mas não pelos comentários do post? OK! Meu e-mail é pedrocirne@gmail.com

LinkedIn: https://br.linkedin.com/in/pedro-cirne-563a98169