O norte-americano Craig Thompson já deixou sua marca no mundo dos quadrinhos. O autobiográfico “Retalhos” e o drama “Habibi” são lindos – muito bem escritos e ricamente ilustrados.

Seu lançamento mais recente havia sido a fantasia “Space Dumplins”. Depois de um hiato de dez anos, saiu em 2025, nos EUA, outra obra autobiográfica: “Ginseng Roots – A Memoir” (em tradução livre, “Raízes de Ginseng – Uma Memória”). Em suas 450 páginas, “Ginseng Roots” mostra Craig e seus irmãos, ainda jovens, trablhando em fazendas de ginseng no Wisconsin, EUA.

Pois bem. A Quadrinhos na Cia está lançando hoje, aqui no Brasil, “Raízes de Ginseng“.

Abaixo, a sinopse da editora brasileira:

“Publicado originalmente em doze fascículos entre 2019 e 2024, acompanhamos Craig e seus irmãos, que passavam os verões da infância cobertos de lama e pesticidas dedicando-se à colheita do cobiçado ginseng americano (a um dólar por hora) em fazendas perdidas do empobrecido estado do Wisconsin nos anos 1980.
Com seu traço absolutamente único, Thompson entrelaça essa juventude perdida à história de trezentos anos do comércio global de uma planta difícil de cultivar e às muitas vidas que ele conectou — de caçadores de ginseng na China antiga a agricultores industriais e trabalhadores migrantes no Meio-Oeste americano, até sua própria família, ligadas a uma religiosidade conservadora e ainda lidando com os ecos de um passado difícil.
Ao retratar a ascensão da agricultura industrial, o declínio do trabalho e a busca por um sentido de lar em um mundo em rápida transformação, Raízes de ginseng é uma versão da própria história americana, além de uma sensível carta de amor aos quadrinhos. Uma obra-prima de um dos maiores gênios da narrativa gráfica de todos os tempos.”

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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