Imagine você se mudar para uma casa e descobrir uma pintura feita por ninguém menos que Charles Schulz, e justamente dos personagens que o imortalizaram: Snoopy, Charlie Brown e companhia…

Isso aconteceu com Stanley e Polly Travnicek, que em 1979 se mudaram para uma casa onde Schulz havia morado, segundo descobri lendo a ótima seção Comic Book Legends Revealed da CBR (o print screen logo abaixo é deles). Os novos moradores ouviram dos vizinhos que o pai do Snoopy havia morado lá muito tempo atrás e até pintado seus personagens na parede, mas que a casa havia tido muitos moradores desde então e, lamentavelmente, sido pintada três vezes. Ou seja, o mural ficara escondido.

A pró-ativa Polly Travnicek ligou para Schulz para saber se o que os vizinhos haviam dito era verdade. Sim, era. Eu mencionei que ela era pró-ativa, mas não que também era pintora. Polly Travnicek se deu uma missão: restaurar o mural perdido do Snoopy! Para isso, “bastaria” vencer três camadas de pintura…

Conhece o meme “primeiro você começa, depois você melhora”? Não vi como era no início, mas não dá para negar que ela teve êxito, como você pode ver abaixo.

A pintura ficou por anos na casa de Polly Travnicek, até 2001. Ai ela fez mais uma coisa bacana: doou a parede para o então em construção museu Charles M. Schulz Museum and Research, localizado em Santa Rosa, Califórnia (EUA).

Palmas para a pró-ativa, pintora e generosa Polly Travnicek!

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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