Mais rápida do que um trem, capaz de entortar aço com as próprias mãos e muito mais bem-humorada do que seu superprimo Superman: esta é Kara Zor-El, a Supergirl.

Com a estreia, hoje, de seu filme nos cinemas (“Supergirl“, dirigido por Craig Gillespie, escrito por Ana Nogueira e estrelado por Milly Alcock), resolvi listar aquelas que são, na minha humilde opinião, as histórias mais interessantes da personagem.

Como é muita coisa, separei a lista em dois capítulos: ontem, o que foi lançado entre as décadas de 50 a 80; hoje, dos anos 90 até…. agora!

ANOS 90
1996 – O início da fase Peter David

A Supergirl é uma ótima personagem, mas ficou um bom tempo sem um roteirista à altura. Isso mudou em 1996, quando o roteirista Peter David assumiu sua revista para uma longa temporada: no total, foram 80 edições mensais, 2 anuais e 1 especial entre 1996 e 2003.
Houve altos e baixos, claro, mas o início, com a ótima arte de Gary Frank, é um ponto alto: temos uma personagem que respeita a cronologia antiga (ligação com Superman e tudo o que veio antes disso) e sementes para uma interessante nova fase adiante (anjos, demônios, Ordem e Caos).

ANOS 2000
2003 – O final da fase Peter David

Mencionei no parágrafo acima o quanto o início da fase do Peter David havia sido bacana. O final, para mim, é ainda melhor. Ao lado do brasileiro Ed Benes, David entregou uma conclusão à altura da personagem que ajudou a redefinir: heroica, emotiva, corajosa, complexa.

ANOS 2010
2015 – O seriado “Supergirl”

Algumas temporadas foram melhores, outras deixaram a desejar, eu sei. Mas o seriado “Supergirl”, que foi ao ar entre 2015 e 2021, foi, na minha opinião, uma ótima representação da Supergirl. A atriz Melissa Benoist entregou um personagem gentil e corajosa, sensível e complexa, perseverante e otimista.

2017 – “Supergirl: Sendo Super“, de Mariko Tamaki e Joëlle Jones

Uma minissérie em quatro edições que revisita a origem da personagem por meio da narrativa da premiada canadense Mariko Tamaki, que já venceu duas vezes o Eisner Awards de melhor roteirista.

ANOS 2020
2021 – “Supergirl: Mulher do Amanhã“, de Tom King e Bilquis Evely

O trailer é bem claro: o novo filme do amanhã é inspirado nesta inquietante minissérie. O roteiro tenso de Tom King, sobre uma difícil jornada que transita entre vingança e justiça, é ilustrado pela lindíssima arte a brasileira Bilquis Evely. Biscoito fino.

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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