Kara Zor-El, a poderosíssima Supergirl, está nos cinemas com um filme só dela – e, a julgar pelo trailer, promete ser bem bacana. “Supergirl” tem direção de Craig Gillespie, roteiro de Ana Nogueira e a australiana Milly Alcock no papel principal.

Criada nos quadrinhos há quase sete décadas (67 anos, para ser mais preciso), a Supergirl surgiu, a princípio, como uma coadjuvante do Superman, seu superfamoso superprimo. Aos poucos, ela foi construindo uma trajetória particular, com brilho, coadjuvantes e dilemas próprios.

Com a estreia do filme nesta semana, quis separar as principais histórias dela, em ordem cronológica. Separei este texto em dois capítulos: hoje, o que foi lançado entre as décadas de 50 a 80; amanhã, dos anos 90 aos dias de hoje.

ANOS 50
1959 – “A Supergirl de Krypton!“, de Otto Binder e Al Plastino

Por anos, o Superman, o único sobrevivente de Krypton, voa sozinho pelos céus da Terra: um borrão azul que trazia esperança às vítimas de crimes e tragédias. Aqui, tudo muda: ele descobre que Kara Zor-El, sua prima mais velha, também está viva! E ela tem os mesmo superpoderes que ele… Ou seja, a Terra terá dois grandes heróis para defendê-la… Ou não.
Começa aqui a trajetória de uma heroína que, aos poucos, vai conquistando os leitores com seu carisma, seus poderes, sua empatia, sua coragem e suas contradições.

ANOS 60
1960 – “Três Super-Heróis“, de Jerry Siegel e Jim Mooney

A Legião dos Super-Heróis é um conceito bem bacana da DC Comics: super-heróis do futuro se unem em uma equipe enorme (mais de 20 membros!) e poderosíssima. Mas a versão que aparece nesta história ainda está em seus primórdios: é apenas a sua terceira aparição, e são apenas 6 membros. Nesta HQ, eles pedem ajuda da Supergirl, iniciando uma parceria que já dura décadas (e que até já foi representada no seriado da heroína).

1969 – “The Wolf-Girl of Stanhope!” (inédita no Brasil), de E. Nelson Bridwell e Kurt Schaffenberger

Os lisérgicos anos 60 e 70 nos brindaram com muita criatividade nos quadrinhos: cidades alienígenas sequestradas e colocadas dentro de garrafas, o Homem-Morcego que se vestia de zebra (!?) etc. Neste espírito, temos esta curiosa história em que a Supergirl conhece uma dimensão em que todos os habitantes são lobisomens – inclusive a Supergirl local.

ANOS 70
1972 – “Trail of the Madman!” (inédita no Brasil), de Cary Bates e Art Saaf

A Supergirl não foi um sucesso imediato: precisou de 13 anos para conseguir sua própria revista, que foi lançada em 1972. A equipe criativa tem oportunidade para ampliar a mitologia a seu redor, apresentando personagens como sua amiga Terri Blake e a engimática Wanda Five. A história que selecionei é a que inaugura esta nova fase.

ANOS 80
1985-86 – “Crise nas Infinitas Terras“, de Marv Wolfman e George Pérez

“Crise” foi uma tremenda minissérie em 12 edições, lançada para redefinir o Universo DC. Supergirl não era a única personagem: literalmente centenas (!) de heróis e heroínas apareceram. Mas com certeza foi uma das protagonistas, com uma participação épica no sétimo capítulo, “Muito além da noite silenciosa“.

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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