Tem uma campanha no Catarse que me parece muito bacana – e não digo isso só pelo fato de meu pai ter nascido em Angola…

Veja este trecho da descrição: “Lápis Cor de Melanina é uma coletânea de histórias em quadrinhos concebida a partir do compromisso com a inclusão, a representatividade e a ampliação dos modos de leitura. Idealizada e produzida por Anderson Shon, a obra reúne 16 histórias roteirizadas pelo autor e ilustradas por quadrinistas de diversas regiões do Brasil e de Luanda, em Angola, configurando desde sua origem um projeto plural e conectado a diferentes territórios culturais”.

Um roteirista só, 16 artistas de estilos diferentes, com origens também diversas, resultando, claro, em abordagens completamente diferentes. Adorei!

Abaixo, mais um trecho da descrição:

“A coletânea Lápis Cor de Melanina propõe-se a ser a maior, mais inclusiva e diversa reunião de quadrinhos da Bahia, gerando impacto direto na cadeia produtiva ao remunerar artistas independentes de forma justa e ampliar suas possibilidades de circulação e venda. Ao reunir autores de diferentes regiões do Brasil, fortalece e projeta nacionalmente a cena baiana de quadrinhos. No contexto escolar, apresenta-se como uma ferramenta pedagógica potente, estimulando leitura de imagens, pensamento crítico e sensibilidade estética por meio de narrativas sem texto verbal. Sua abordagem com metáforas raciais favorece práticas interdisciplinares e contribui para uma educação antirracista. A ausência de diálogos também amplia a acessibilidade, especialmente para estudantes surdos usuários de Libras, promovendo inclusão efetiva. Além disso, o formato visual facilita a internacionalização da obra, eliminando barreiras linguísticas e reduzindo custos de tradução em mercados como o francês e o norte-americano. Ao valorizar múltiplas identidades e perspectivas afro-diaspóricas, a coletânea fortalece o reconhecimento, o pertencimento e o debate sobre cidadania e justiça social.”

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

Quer falar comigo, mas não pelos comentários do post? OK! Meu e-mail é pedrocirne@gmail.com

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