
Após um filme que não foi lá aquelas coisas, o Lanterna Verde ganha uma nova chance audiovisual, com a minissérie que estreia hoje na HBO.
O verdão sempre foi um dos meus super-heróis favoritos. Quando comecei a ler, adorava a história com uma pegada de ficção científica que mostrava uma gigantesca tropa com 3.600 “policiais” espalhados pelo universo – ou seja, os tais Lanternas Verdes, inclusive o terráqueo Hal Jordan. É ele um dos protagonistas da série da HBO (trailer abaixo):
Só depois conheci a primeira versão do Lanterna Verde da DC Comics, muita mais “mística” do que “ficção científica”: praticamente uma releitura do Aladim, na qual um homem chamad Alan Ladd encontra uma lâmpada mágica que realiza praticamente todos os seus desejos.
Há seis anos, quando o Lanterna Verde completou oito décadas de vida, escrevi um texto elencando minhas cinco HQs favoritas com ele:
1940 – “O Lanterna Verde”, de Bill Finger e Mart Dellon
1959 – “Lanterna Verde”, de John Broome e Gil Kane
1970 – “Nenhum mal escapa da minha visão”, de Dennis O’Neil e Neal Adams
1986 – “Cinco Bilhões de Anos” (abaixo), de Steve Englehart e Joe Staton
1987 – “Vidas Cinzas Sonhos Cinzas”, de Keith Giffen, J.M. DeMatteis e Kevin Maguire

Agora, com a estreia da série, vou enumerar mais dez grandes HQs do personagem – cinco hoje e cinco amanhã. Por que tantas? Porque a mitologia dele é enorme… interplanetária… e verde, claro!
1940 – “Sociedade da Justiça da América“, de Gardner Fox e Everett E. Hibbard

Os Lanternas Verdes de hoje fazem (ou fizeram) parte da Liga da Justiça, dos Titãs, dos Sentinelas da Magia e, claro, da Tropa dos Lanternas Verdes. Mas tudo começou em 1940, quando Alan Ladd Scott, o Lanterna Verde original, foi um dos membros fundadores da Sociedade da Justiça.
1943 – “The School for Vandals“, de Alfred Bester e Martin Nodell (inédita no Brasil)

É nesta época, ainda com o Lanterna Verde original, que surge o famoso juramento do herói: “No dia mais claro, na noite mais densa, o mal sucumbirá, ante a minha presença!”. Mesmo com a transição do personagem para um novo conceito (o de policiais interplanetários), este juramento foi mantido.
1961 – “O dia em que cem mil pessoas desapareceram!“, de John Broome e Gil Kane

O novo Lanterna Verde, o policial intergalático Hal Jordan, havia surgido no ano anterior, mas ainda não tinha um rival à altura. É neste contexto que surge Sinestro, o ex-Lanterna Verde que se revoltou e virou um vilão – nesta história, ainda sem o anel amarelo que iria ostentar por décadas.
1985 – “Mogo não comparece às reuniões” (imagem que abre este texto), de Alan Moore e Dave Gibbons

Era para ser só uma história curta explorando a mitologia dos policiais intergaláticos Lanternas Verdes. Para o roteirista Alan Moore, entretanto, poucas páginas valem por livros inteiros, e ele usou sua imaginação para criar alguns dos membros mais originais da Tropa: Leezle Pon (um vírus de varíola!), Dkrtzy Rrr (uma equação matemática inteligente!!) e Mogo, o maior de todos os Lanternas Verdes.
1989 – “Amanhecer Esmeralda“, de Keith Giffen, Mark D. Bright e outros

Hoje, Hal Jordan é um dos “policiais” mais poderosos da Terra – e do Universo. Mas, e antes? “Amanhecer Esmeralda” traz a história do humano Jordan enquanto ele aprende o significado de ser um herói.