Gosto muito da dupla Tsugumi Ohba e Takeshi Obata – por isso, vou compartilhar esta notícia com enorme atraso (espero que eles me perdoem…).

Conheci a dupla pelo terror “Death Note“, obra envolvente e com ótimos dilemas éticos. Por causa dele, fui ver os trabalhos anteriores da dupla. Será que após teriam trabalhando com uma história cotidiana de dois artistas em começo de trabalho com a mesma excelência com que viriam a abordar demônios e assassinatos?

A resposta é sim: a comédia “Bakuman” é divertida, envolvente e uma aula sobre como funciona a produção de mangás. Demorei para completar a coleção, mas a guardo com carinho. E li na Biblioteca Brasileira de Mangás que a editora JBC está relançando “Bakuman”, mas agora em formato digital. Boa oportunidade para conhecer (ou revisitar) esta saga.

Abaixo, a sinopse da editora:

“Mashiro é sobrinho de um falecido mangaká que só teve uma única obra de sucesso em toda sua vida. Ele herdou o talento do tio para o desenho, e passava os dias no marasmo, só rabiscando em seus cadernos a imagem de Miho Azuki, uma colega de classe por quem é apaixonado.
Um dia, Mashiro esquece um dos desenhos na sala de aula e quem o encontra é Akito Takagi, o melhor aluno da turma. O sonho de Takagi é se tornar um roteirista de mangá; por isso, ele “ameaça” contar o segredo de Mashiro para Azuki, caso o garoto não faça as ilustrações para suas histórias.
Mesmo sem muita empolgação com a ideia no começo, Mashiro acaba aceitando quando descobre que o sonho de Azuki é se tornar uma dubladora. Ele, então, faz uma promessa à menina: irá criar um mangá de sucesso, para que vire um desenho animado e seja dublado por Azuki. Mas, Azuki coloca uma condição: só irão ficar juntos quando essa promessa se concretizar!
A partir disso, Mashiro e Takagi vão ter que se esforçar muito para descobrir como fazer um mangá de sucesso no competitivo mercado de HQs japonesas!”

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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