A coreana Keum Suk Gendry-Kim é, na minha opinião, um dos grandes nomes dos quadrinhos contemporâneos. De suas mãos, saíram grandes (em páginas e, principalmente, em qualidade) obras. “Grama”, por exemplo, narra a história de uma sobrevivente dessa escravidão sexual; “A Espera” aborda a cisão entre famílias provocada pela divisão entre as Coreias.

A editora Pipoca & Nanquim está lançando no Brasil o mais recente trabalho de Keum Suk Gendry-Kim: a biografia “Alexandra Kim: Filha da Sibéria“.

Nesta obra, Gendry-Kim volta a publicar uma obra de peso que aborda questões sociais e históriacas ao adaptar a biografia literária escrita por Jung Cheol-Hoon.

Alexandra Kim, a biografada, nasceu em 1885 e cresceu em uma comunidade da diáspora coreana que se estabeleceu na Sibéria. Fluente em coreano e russo, atuou como tradutora, colaborando na aproximação entre os revolucionários bolcheviques e os trabalhadores coreanos que viviam na Rússia. Morreu em 1918, aos 33 anos.

Abaixo, a sinopse da editora:

“O retrato sensível de uma vida marcada pela luta e pela coragem, chega ao Brasil mais uma importante obra da sul-coreana Keum Suk Gendry-Kim! Uma biografia poderosa, que prova que a luta por justiça não conhece fronteiras.”

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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