Sei que estou atrasado – o anúncio aconteceu no último domingo -, mas a notícia é tão bacana que vale a pena recuperar.

A ótima graphic novel “Dormindo Entre Cadáveres“, de Luís Moreira Gonçalves e Felipe Parucci, foi eleita a melhor HQ publicada em Portugal no ano passado. O prêmio foi anunciado pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto de Portugal e será entrega em cerimônia a ser realizada em 18 de outubro, no Festival Amadora BD (baita evento, fui três vezes e amei todas).

Luís Moreira Gonçalves é um médico português que trabalhou na Amazônia brasileira durante a pandemia. Felipe Parucci dá luz às suas memórias: os dramas, as vítimas, as memórias de uma tragédia que ainda não foi devidamente compreendida em nenhum país do mundo.

Segundo o júri do Prémio Nacional de Banda Desenhada, “Dormindo Entre Cadáveres” é um “testemunho muito relevante sobre a pandemia da Covid-19 no Brasil, particularmente no espaço amazónico”.

A obra saiu no Brasil pela Comix Zone!. Abaixo, a sinopse da editora:

“Diziam que duraria só três meses. Erraram. Pensavam que o vírus não resistiria ao calor. Erraram de novo. Avisaram que o sistema de saúde da Amazônia poderia colapsar. Dessa vez, acertaram… Esta é a história de como a COVID devastou o pulmão do mundo. O artista Felipe Parucci se une ao médico português Luís Moreira Gonçalves para narrar uma história real: os dias vividos por Luís na linha de frente do combate à pandemia, no coração da Amazônia, no auge da crise sanitária. Um relato cru e profundamente comovente dos bastidores da maior tragédia da nossa história recente.”

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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