O norte-americano Wally Wood (1927–1981) foi um dos grandes quadrinistas de seu país no século passado – entrou para o Hall da Fama dos Eisner Awards, foi premiado como melhor quadrinista estrangeiro em Angoulême e ainda venceu, em três ocasiões, a categoria de melhor quadrinista da National Cartoonists Society, associação de cartunistas dos EUA: em 1957, 1959 e 1965.

Wood emprestou seu talento a muitos gêneros: humor (com belíssimas paródias para a “Mad”, por exemplo), terror (“Tales from the Crypt”), ficção científica (“Weird Science” e “Weird Fantasy”) e super-heróis (ele criou o traje todo vermelho do Demolidor).

Talvez não tão conhecido – até por ser um tema tabu – é o trabalho erótico de Wally Wood. E é uma antologia destas histórias que a editora Tábula colocou no Catarse: “Contos de Fada – A Arte Erótica de Wallace Wood“.

Abaixo, a descrição que a editora colocou no Catarse:

“A HQ reúne quadrinhos produzidos para revistas masculinas dos anos 60 a 80 e quadrinhos para maiores, publicados na Playboy, Mad e revistas da EC COMICS. São HQs e capas que flertam não só com o pornô e o erotismo, mas também, com a sátira. Suas versões irreverentes de Alice no País das Maravilhas e O Mágico de Oz; e seus contos de fadas maliciosamente sensuais, como O Príncipe Sapo, Cinderela, A Bela Adormecida e João e Maria — além de sua versão picante de Branca de Neve, Tarzan, Flash Gordon, Superman, além de hilárias e bela mente desenhadas, são inéditas no Brasil.
Prepare-se para ler histórias do “Príncipe Violate”, “Stuporman Encontra Blunder Woman”, “Flasher Gordon”, “Starzan” e até mesmo sua própria personagem, Sally Forth. Inclui também seus comentários em quadrinhos sobre sexo e sociedade, como “A Revolução Sexual” e “O Mundo Nu e Corajoso”. Outras raridades incluem “O Livro de Colorir do Marquês de Sade”, “Dragonella” e a coleção completa de todas as suas capas para a infame revista Screw. Uma obra imperdível aos fãs do autor, de quadrinhos e de resgates históricos.”

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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