Quando surgiu, em 1971, a franquia “Kamen Rider”, de Shotaro Ishinomori (1938-98), tinha um pé em cada barco: uma série de TV e um mangá correndo em paralelo. As duas mídias apresentavam a história de Takeshi Hongo, que vira um super-herói que parece um gafanhoto e combate o crime se locomovendo à toda velocidade com uma moto.

Tanto a série de TV (que durou três temporadas) quanto o mangá fizeram sucesso, e “Kamen Rider” virou uma baita franquia. Veja só o sucesso na TV: cada novo seriado tem um nome diferente. “Kamen Rider Saber”, que estreou ano passado, é o 32º! Além disso, foram 12 especiais televisivos, inclusive um confronto com o Ultraman em 1993.

Como sabemos nós que prestamos atenção na aula de biologia, mesmo que dando uma lidinha escondida em um quadrinho embaixo da mesa, o gafanhoto tem seis patas. E assim como o animal que a inspira, a franquia “Kamen Rider” parece ter agora “seis” patas, colocando cada uma em um projeto diferente para celebrar seus 55 anos.

Segundo vi no JBox, os projetos são:

  • o longa “Kamen Rider Zeztz”, previsto para estrear em julho no Japão;
  • um filme nostálgico, “Kamen Rider Kabuto”, que se passa 20 anos após a série original, estreia em novembro;
  • uma série de animações ambientadas no universo da franquia: “The Kamen Rider Animated”;
  • um novo game da franquia: “Game Project: HENSHIN”;
  • uma exposição em Tóquio: “Kamen Rider Agito”;
  • e, claro, quadrinhos, com a continuação da série “Ohiru no Shocker-san”, iniciada em 2021.

No Brasil, a série Kamen Rider Kuuga“, de Toshiki Inoue e Hitotsu Yokoshima, sai pela JBC (imagem abaixo) – já tivemos dez volumes publicados. Abaixo, a sinopse da editora brasileira da série:

“Uma série de assassinatos bizarros acontecem em Tóquio. A crueldade do criminoso fez com que os membros da Divisão de Investigação do Departamento de Polícia Metropolitana se perdessem na raiva, mas não o jovem detetive de elite Kaoru Ichijo, que se manteve atento para acompanhar calmamente a investigação. Enquanto isso, em Korogatake, na província de Nagano, acontece um outro assassinato de um pesquisador. O que conecta os dois incidentes aparentemente não relacionados é a existência de uma certa “coisa viva” que não parece ser “humana”. Enquanto isso, o jovem Yusuke Godai se envolve na descoberta de um cinto misterioso encontrado durante uma escavação arqueológica e seu destino estará selado com o futuro da humanidade.”

Please follow and like us:

Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

Quer falar comigo, mas não pelos comentários do post? OK! Meu e-mail é pedrocirne@gmail.com

LinkedIn: https://br.linkedin.com/in/pedro-cirne-563a98169