Sim, eu sei que só estreia ano que vem. Mas como é uma das minhas HQs favoritas…

A Netflix divulgou em abril a primeira imagem de “Mafalda“, a série animada que adapta a maravilhosa personagem do argentino Quino para a TV (imagem que abre este texto). O projeto é comandado pelo argentino Juan José Campanella, vencedor do Oscar pelo maravilhoso-doloroso-intenso “O Segredo de Seus Olhos”.

As tiras da Mafalda e seus amigos (um mais divertido que o outro) foram publicadas originalmente entre setembro de 64 a junho de 73. Ou seja, não temos uma HQ nova dela há mais de 50 anos!

Esta não será a primeira vez que ela vai para a TV:

  • em 1972, houve uma série de 52 curtíssimos episódios animados, com duração entre 1 minuto e meio e 4 minutos e 20 segundos;
  • em 1994, uma nova série animada foi lançada, levando ao ar 104 curtíssimo episódios;
  • e há um filme sobre a personagem: “Mafalda”, dirigido por Carlos Márquez e lançado em 1981.

Vai ser, obviamente, difícil adaptar aquele misto de rebeldia, humor, inteligência e delicadeza alcançados pelo Quino. Sem falar, claro, na política: “Quando comecei, os adultos liam a Mafalda na página editorial, e não na de quadrinhos”, me contou ele em uma entrevista no ano passado.

Como fã do Quino, da Mafalda e do Campanella, estou ansioso pela chegada de 2027.

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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