Esta notícia é do mês passado, mas é tão legal que não quis deixar passar.

O Museu do Holocausto de Washington (EUA) anunciou no mês passado que recebeu uma doação de “Captain America Comics” nº 1. A edição traz a estreia do Capitão América, criação da dupla Jack Kirby e Joe Simon.

O volume em questão traz nada menos do que sete histórias de Steve Rogers, o Capitão América. A mais importante, claro, é a primeira: “Meet Captain America”, que traz a origem e a primeira participação do personagem. Essa história já saiu no Brasil em quatro edições, segundo o Guia dos Quadrinhos. A mais recente é “Capitão América: Antologia” (abaixo), publicada pela Panini.

Em seu comunicado, o Museu do Holocausto escreveu o seguinte (traduzi com ajuda do DeepL):

“Criada por Joe Simon e Jack Kirby, a revista ‘Captain America Comics’ nº 1 apresenta uma imagem icônica desenhada por Kirby na capa, em que o Capitão América dá um soco no rosto de Adolf Hitler. Kirby, filho de imigrantes judeus austríacos, mais tarde serviu no Exército dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. A mensagem antinazista da revista desafiou o sentimento isolacionista e ajudou a chamar a atenção para a crescente ameaça nazista na Europa.

‘Esta revista em quadrinhos tem enorme importância cultural e histórica’, disse Zachary Levine, diretor da Divisão de Assuntos Curatoriais do Museu. ‘Em uma época em que muitos americanos, embora desaprovassem o regime nazista, relutavam em lutar outra guerra na Europa, Jack Kirby, um judeu americano, usou um símbolo dos Estados Unidos para aumentar a conscientização sobre a ameaça que o regime nazista representava para a Europa e o mundo.'”

Estivessem vivos, Jack Kirby e Joe Simons estariam tremendamente orgulhosos de ver sua obra lá. Com razão, claro.

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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