Ele criou a icônica mini “Batman – O Cavaleiro das Trevas“, a graphic novel “Elektra Vive“, “Ronin” e a série “Sin City“… E agora está lançando sua autobiografia, que mistura suas memórias com parte da história das HQs nos EUA. Sim, estamos falando de Frank Miller.

Por vezes no roteiro, em outras na ilustração, em muitas somando ambas as tarefas, Frank Miller é um nome e tanto dentro do universo dos quadrinhos – no princípio, restrito ao gênero dos super-heróis, mas depois expandindo para além dele.

A influência de Frank Miller nas gerações seguintes de quadrinistas é enorme – no Brasil inclusive. Estou curioso para ler o que ele vai escrever sobre obras dele que mexeram bastante comigo, como “Sin City”, e sobre aquelas que me deixaram com cara de “hã?!”.

A Intrínseca já colocou em pré-venda “Derrube os Muros – Minha vida, a escrita, o desenho e a arte de contar histórias“. Abaixo, a sinopse:

“Ao unir memórias pessoais e uma verdadeira masterclass sobre o ofício criativo, este livro revela a trajetória e o processo artístico de um dos nomes mais influentes da história dos quadrinhos. Da chegada à turbulenta Nova York dos anos 1970 ao reconhecimento como um dos grandes artistas de sua geração, Frank Miller relembra desafios, fracassos e descobertas que moldaram sua carreira. Ele conta como reimaginou personagens icônicos como o Demolidor, o Wolverine e o Batman, criou Sin City e Os 300 de Esparta e levou suas ideias também para Hollywood. Ao longo dessas histórias, Miller compartilha as ideias que orientaram suas criações: o domínio da técnica, a força da narrativa visual, o desafio às convenções e a disposição para transformar erros e obstáculos em novas possibilidades. A reflexão sobre o processo criativo e a trajetória de Frank Miller evidenciam a extensão da influência do autor, que ultrapassa o universo dos quadrinhos. A perspectiva mais profunda e sombria que deu origem a Batman: O Cavaleiro das Trevas ajudou a transformar a maneira como o gênero era percebido e teve impacto gigantesco sobre a cultura pop e as adaptações cinematográficas das histórias de super-heróis. Em dezesseis lições, acompanhadas por mais de doze ilustrações das obras citadas, Push the wall é também um guia sobre a arte de contar histórias — para quem cresceu lendo os quadrinhos de Frank Miller e para quem quer entender como nasce uma obra capaz de derrubar os muros do próprio gênero.”

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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