O cowboy Lucky Luke, o homem que atira mais rapidamente o que a própria sombra, está de parabéns. Criado pelo belga Morris, e impulsionado pelos roteiros do excelente René Goscinny (cocriador do Asterix), o ético e corajoso aventureiro está completando oito décadas de vida. Oitenta anos!

Vi, no Fora do Plástico, que Lucky Luke está recebendo merecidas homenagens na Europa:

  • Entre 15 e 25 de outubro, o festival AmadoraBD, em Portugal, realizará uma exposição em homenagem ao cowboy;
  • No final de outubro, a Sergio Bonelli Editore lançará uma edição especial para celebrar a efeméride, com roteiro de Marco Nucci e arte de Giorgio Cavazzano. O lançamento ocorrerá no Festival de Lucca, a ser celebrado nesta cidade italiana entre 28 de outubro e 1º de novembro; e haverá ainda a exposição “80 anos de Lucky Luke”, com de páginas originais e capas históricas;
  • Teremos dois novos álbuns do personagem: “Saint Lucky Luke”, com roteiro de Jul e artye de Achdé; e “La longue marche de Lucky Luke”, de Matthieu Bonhomme;
  • Clément Lemoine e Michaël Baril lançarão, na França, um livro sobre Morris;
  • Em março, a Dinsey+ lançou um novo seriado inspirado na série, com Alban Lenoir como Lucky Luke.

E no Brasil?
Nenhum dos quadrinhos ou livros citados acima tem previsão de publicação aqui no Brasil. Nem mesmo a série está disponível.

Entretanto, há dois projetos com o personagem em andamento: a editora Trem Fantasma está lançando a releitura do personagem feita por Matthieu Bonhomme. Os dois primeiros títulos já saíram aqui, então é possível que o terceiro, citado acima (“La longue marche de Lucky Luke”), saia também.

E a Zarabatana Books está lançando a fase clássica do personagem em uma série belíssima. No mês passado, a editora publicou a foto de um chapéu nas redes sociais com os dizeres “Ele está chegando! 🤔 #LuckyLukeNoBrasil #Misterio #Hq”, então espero que tenhamos boas novidades em breve.

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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