Estreou ontem, 12, na Netflix, um filme protagonizado pelo anti-herói Justiceiro, da Marvel. Ainda não vi, mas o histórico do personagem, quando interpretado por Jon Bernthal, tem sido positivo.

Ontem, listei aqui cinco das melhores histórias, na minha opinião. E todo personagem alterna bons e maus momentos, especialmente um com décadas de vida, como este. Mas no caso do Justiceiro, a Marvel abusou. Por isso, vou abrir uma exceção aqui no site e listar os piores momentos do Justiceiro nos quadrinhos, em ordem cronológica. Prepare seu estômago.

Justiceiro Massacra o Universo Marvel” (1995), de Garth Ennis e Doug Braithwaite

Em uma dimensão paralela do multiverso Marvel, o ex-soldado Frank Castle, o Justiceiro, resolve matar um a um todos os super-heróis. E vilões. E mutantes. E quem mais aparecer pela frente. Munido apenas de armas, inteligência e uma certa ajudinha do roteirista, Castle assassina o Homem-Aranha, os X-Men, a Tropa Alfa, o Magneto… O Doutor Destino. O Hulk. Eu sei que era em uma dimensão paralela. Mas, mesmo assim, dureza.

Transformado em anjo (!?!?!?!?) (1998), de Christopher Golden, Tom Sniegoski, Bernie Wrightson e Jimmy Palmiotti

O Justiceiro morre e volta como um anjo. Este é o tweet.

Justiceiro versus Wolverine (2002), de Garth Ennis e Darick Robertson

Em sua boa fase com o Justiceiro, o roteirista Garth Ennis se deu ao luxo de fazer algumas estripulias, com o humor sombrio que lhe é peculiar. Por duas edições da revista do Castle, Justiceiro e Wolverine se enfrentam violentamente.

O homem sem poderes massacra o mutante com força, agilidade e velocidade sobre-humanas, além de garras retráteis e um esqueleto coberto de adamantium, um metal que não pode ser furado nem com balas. Sim, o sei que o objetivo era o humor, e não a aventura, mas achei… insosso.

Frankenstein (2010), de Rick Remender e Tony Moore

Seu corpo foi reconstruído e ele virou uma espécie de Monstro do Frankenstein (é a imagem lamentável que abre este texto). Não vale nem pelo trocadilho que a editora usou (Frank Castle virou o ‘Franken-Castle’). Mary Shelley se revirou no túmulo. Victor Frankenstein, também. Nem o Monstro do Frankenstein original gostou.

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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