Sim, sei que estou quatro ou cinco meses atrasado sobre o lançamento do primeiro volume, mas a notícia é bacana e quis comentar assim mesmo.

Yumi Tamura é um dos grandes nomes do mangá contemporâneo. Em suas quatro décadas de carreira, ela conseguiu grandes feitos, como ser três vezes premiada no concorrido Shogakukan Manga Award, um dos dois grandes prêmios japoneses para quadrinhos (o outro é o Kodansha).

Seu primeiro Shogakukan Award veio em 1992, pelo mangá de fantasia “Basara”. Na época, o prêmio era dividido em quatro categorias (geral, para rapazes, para moças e infantil), e ela ganhou na categoria shoujo (para moças). O segundo prêmio veio na mesma categoria, em 2006, para o pós-apocalíptico “7 Seeds”. E o mais recente vem para aquele que talvez seja seu maior sucesso: “Misuteri to Iu Nakare”, que venceu em 2021 na categoria geral, empatado com “Nigatsu no Shōsha”, de Shiho Takase.

E é justamente “Misuteri to Iu Nakare” que a JBC começou a publicar aqui alguns meses atrás, traduzida como “Não me Chame de Mistério“. A série ainda está saindo no Japão, e 14 volumes já foram publicados por lá – os dois primeiros saíram por aqui. Trata-se de uma história de suspense a respeito de um assassinato. Abaixo, veja a sinopse da JBC:

“Não Chame de Mistério (Mystery to Iu nakare) é um mangá escrito e ilustrado por Yumi Tamura.
Serializado na revista mensal Flowers (josei, voltada para o público feminino adulto), da editora Shogakukan, desde novembro de 2017, o mangá continua em publicação.
O mangá recebeu o prêmio do 67º Shogakukan Manga Award na categoria geral e foi indicado para uma série de outros prêmios como o 12º e 13º Manga Taisho, ao 44º Kodansha Manga Award e ao 26º Tezuka Osamu Cultural Prize.”

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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