O escritor italiano Marco Steiner tem uma profunda ligação com Corto Maltese, criação máxima do incrível Hugo Pratt (1927-95). Para começar, o nome real dele é Gianluigi Gasparini – Marco Steiner é um pseudônimo sugerido por, veja você, Hugo Pratt. Ambos se conheceram em 1989, segundo relata aqui o próprio Steiner.

A ligação entre Steiner e Pratt vai além da amizade. Entre 2004 e 2010, Steiner viajou com o fotógrafo suíço Marco D’Anna por 14 lugares que foram palco de aventuras do Corto Maltese. Catorze lugares!

Desta empreitada de sete anos resultou a exposição “Lignes D’Horizons“. Steiner voltou a viajar com Marco D’Anna pelos passos de Corto Maltese e, em 2017, lançou o livro “Miraggi di memoria“, com ilustrações do argentino José Muñoz.

Enfim, tudo isso para dizer que vi no Fora do Plástico que teremos este ano, na Europa, um novo álbum de Corto Maltese: “La casa delle orchidee bianche“, que terá roteiro de Marco Steiner e arte do italiano Igort.

As aventuras originais de Corto Maltese, escritas e ilustradas por Hugo Pratt, foram lançadas entre 1967 e 1989. Após um hiato de quase três décadas, o personagem voltou a ter histórias novas: a dupla Juan Díaz Canales e Rubén Pellejero publicou cinco álbuns com o personagem entre 2015 e 2024. Destes, a Trem Fantasma publicou no Brasil “Noturno de Berlim”, “Equatória”, “Sob o Sol da Meia-Noite” e “Dia de Tarowean” (abaixo).

A HQ de Steiner & Igort, assim como as de Canales & Pellejero, traz uma aventura dentro da cronologia tradicional de Corto Maltese, respeitando os fatos narrados por Pratt e ambienta entre eles. Há uma outra série, com abordagem diferente, que ambienta Corto Maltese para os dias de hoje, criada por Bastien Vivès e Martin Quenehen.

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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