Há exatos 50 anos, caiu um tabu: as rivais DC e Marvel se juntaram para lançar uma HQ unindo super-heróis das duas editoras. Os personagens escolhidos Superman e Homem-Aranha. Se fez sucesso? Muito!

Nos anos seguintes, outros crossovers saíram, sempre com ares de superprodução: novamente Superman e Homem-Aranha (em 81), Batman e Hulk (1981) e X-Men e Novos Titãs (1982). Estes são os considerados “clássicos” e, depois deles, veio um hiato de quase uma década, quando veio uma onda de novos títulos, com altos e baixos.

O meu crossover favorito entre as duas editoras sairia apenas em 2003: “LJA vs. Vingadores”, mini em 4 edições com roteiro esperto e reverente de Kurt Busiek e arte deslumbrante e detalhada de George Pérez. Dos personagens mais óbvios (Capitão América, Mulher-Maravilha, Thor, Batman, Homem de Ferro, Superman…) aos menos conhecidos (Myztek, Deathcry, Poderoso Bruce…), muita gente foi homenageada.

Esta série saiu no Brasil originalmente em 2004, dividido em quatro fascículos, e teve uma edição encadernada, completa, em 2006. Agora, duas décadas depois (como estou velho!), a Panini republica a minissérie, mais uma vez em quatro números. A edição já está em pré-venda.

Abaixo, a sinopse da editora:

“Quando uma ameaça cósmica coloca dois universos em rota de colisão, a Liga da Justiça e os Vingadores se veem obrigados a confrontar uns aos outros antes de compreenderem a verdadeira dimensão do perigo. Enquanto Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Capitão América, Thor, Homem de Ferro e seus aliados disputam poderosos artefatos espalhados por diferentes realidades, uma trama arquitetada por Krona e pelo Grão-Mestre ameaça a existência de ambos os universos. Tem início um dos maiores crossovers da história dos quadrinhos!”

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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