O filósofo e cientista social francês Benoît Peeters é ótimo. Tanto escrevendo quadrinhos – adoro a deslumbrante série “As Cidades Obscuras“, roteirizada por ele – quanto refletindo sobre eles (“Le Monde d’Hergé” e “Hergé, fils de Tintin” são importantes obras sobre Hergé e sua criação máxima, Tintim.

O principal parceiro de Peeters nos quadrinhos é o belga François Schuiten, que atua com ele na já citada “As Cidades Obscuras”. Criativo, meticuloso, excepcional, reconhecido pela crítica – recebeu em 2002 com o Grand Prix de la ville d’Angoulême, um prêmio pela trajetória concedido pelo festival de quadrinhos de Angoulême, na França.

O Brasil receberá, pela primeira vez, uma obra desta talentosa dupla. “Rever Paris” sai em agosto pela QS Comics, mas já entrou em pré-venda. A edição brasileira compila dos dois volumes da série original: “Utopiomane” (de 2014) e “La Nuit des Constellations” (2016).

Abaixo, a sinopse da editora:

“E se a única coisa que você soubesse sobre a Terra viesse de livros antigos e imagens esquecidas? No ano de 2156, Kârinh nasceu na Arca, uma colônia espacial isolada do planeta de origem há gerações. Para ela, a capital francesa sempre foi um sonho ― uma cidade mítica, construída apenas pela memória coletiva e por fragmentos do passado.
Quando surge a chance de pilotar uma nave rumo à Terra, ela aceita sem hesitar. Mas o que encontra ao chegar está longe de corresponder ao que imaginava. Entre ruínas enigmáticas, monumentos futuristas e lembranças distorcidas, Kârinh se vê imersa em um cenário tão deslumbrante quanto inquietante.
Criada por dois dos maiores nomes dos quadrinhos europeus, François Schuiten e Benoît Peeters, Rever Paris é uma experiência gráfica marcante ― um tributo à criatividade humana e ao profundo desejo de reconexão com o passado.”

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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