Há quase duas décadas (2009 foi há tanto tempo assim?), a Companhia das Letras apresentou ao leitor brasileiro o trabalho do norte-americano Craig Thompson. Foi quando saiu no país o autobiográfico “Retalhos“, uma obra potente, dura, triste, sincera, emocionante, em quase 600 páginas.

Thompson é detalhista em tudo o que faz: no roteiro, na arte, nas letras. E isso é visível na qualidade dos quadrinhos que entrega – mas cobra um preço, digamos, no tempo de produção. Desde então, apenas duas outras obras dele saíram no Brasil, também pela Companhia das Letras: “Habibi” e “Space Dumplins”.

E tem mais Craig Thompson vindo aí. Vi no Fora do Plástico que a Companhia das Letras publicará no Brasil, via seu selo Quadrinhos na Cia., uma nova obra autobiográfica de Thompson: “Raízes de Ginseng”.

Em suas 450 páginas, “Ginseng Roots” mostra Craig e seus irmãos, ainda jovens, trablhando em fazendas de ginseng no Wisconsin, EUA.

Diz a sinopse da editora americana:

“Em seu característico trabalho de tinta e caneta de tirar o fôlego, Craig entrelaça essa juventude perdida com a história de 300 anos do comércio global de ginseng e as muitas vidas que ele uniu — desde caçadores de ginseng na China antiga, passando por agricultores industriais e colhedores migrantes no meio-oeste americano, até sua própria família, que ainda luta com as consequências de um passado amargo.”

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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