
O especial “O Justiceiro: Uma Última Morte” estreia nesta terça-feira, 12, no Disney+. Mais uma vez, teremos Jon Bernthal no papel de Frank Castle, o violento anti-herói da Marvel. (Desculpe, não consigo chamar de “herói” quem mata.) Além de interpretar, Bernthal também é um dos roteiristas.
Criado inicialmente como vilão do Homem-Aranha, o Justiceiro é um personagem polêmico justamente pelo que abordei acima: o fato de ele matar aqueles criminosos – atitude obviamente errada. Neste contexto, é difícil criar boas histórias, seja na TV, no cinema ou nos quadrinhos. Mas, para isso, existem os bons roteiristas…
Apresento, abaixo, cinco bons exemplos para quem, como eu, gosta de boas histórias.
“Círculo de Sangue“, de Steve Grant e Mike Zeck (1986)

Até então, ele era basicamente apensa um vilão – inclusive, começa a história entrando na cadeia (imagem que abre este texto). Mas é com este arco de histórias que Frank Castle começa o longo e demorado caminho para o mais próximo que consegue da redenção – ou seja, virar um anti-herói.
“Bem-vindo de volta, Frank“, de Garth Ennis e Steve Dillon (2000)

A Marvel obrou decisões péssimas com seus personagens nos anos 90 (o Homem-Aranha que o diga), e o Justiceiro também sofreu com isso (falo sobre esta fase amanhã). Era preciso recuperar o personagem.
A dupla Ennis e Dillon havia feito um belo trabalho com “Preacher”, série da Vertigo da DC voltada para leitores adultos: havia humor sombrio e irônico, cenas cinematográficas, ultraviolência e o fato de não se levarem a sério (reparou que o Justiceiro está esmurrando um urso na imagem acima?). Eles reuniram todos estes elementos em “Bem-vindo de volta, Frank” – uma série em 12 capítulos que não têm este título à toa.
“A Volta dos que não Foram“, de Garth Ennis e Leandro Fernández (2005)

Durante um tempo, as histórias do Justiceiro saíram do universo de super-heróis da Marvel e foram para o selo Max, voltado para “leitores maduros”. Com isso, ficou liberado para abordar temas mais pesados e com abordagens mais sombrias – caso desta sequência em seis capítulos.
“Os Escravistas“, de Garth Ennis e Leandro Fernández (2005)

Mais um exemplo do bom trabalho que a dupla Ennis e Fernández fez com o personagem para o selo adulto da Marvel. Nesta história deprimente, mas forte e bem escrita, o Justiceiro enfrenta uma gangue de traficantes de mulheres.
“The Punisher: Dirty Laundry” (“Justiceiro: Roupa Suja”, em tradução livre), dirigido por Phil Joanou (2012)
Você deve lembrar que Thomas Jane interpretou o Justiceiro no longa-metragem de 2004. Este, entretanto, é outra coisa. É um fan film – ou seja, uma homenagem feita por fãs, criada sem fins lucrativos. A Marvel não cedeu os direitos autorais (senão não seria fan film), mas sabe de sua existência e compactua por ela. É uma história curta e interessante até pelo inusitado: um ator que gosta tanto do personagem que voltou a ele apenas para participar de uma celebração.