Em 1957, o belga André Franquin criou um personagem que até hoje é um dos ícones dos quadrinhos europeus: Gaston Lagaffe.

Gaston era um rapaz calmo, sem pressa ou preocupação, que apareceu na revista a pedido de alguém, que ele não lembrava quem era… Seria ele desligado? Distraído? Ou folgado mesmo? De qualquer maneira, a criação de Franquin agradou. As histórias Gaston passaram a sair na revista ‘Spirou’, sem regularidade definida, e depois eram reunidas em livros – foram 19 volumes no total.

Por vezes atuando com colegas no roteiro, mas sempre ilustrando sozinho, Franquin participou de todas as histórias do seu personagem até 1991, quando saiu sua última aventura com o personagem – Franquin morreria seis anos depois.

Nós, fãs, ficamos décadas sem as “gastonzadas”. Mas em 2023, saiu lá na Bélgica “Reprise”, de autoria do casal canadens Marc Delaf. E agora, vi no Le Monde que, três anos depois, teremos uma nova aventura: “Des Boum et des Paf”, com roteiro do francês Lewis Trondheim e novamente o canadense Delaf nas ilustrações.

Curiosamente, apesar de seu enorme tamanho na Europa, Gaston é praticamente inédito no Brasil. Segundo o ótimo site Guia dos Quadrinhos, ele foi publicado apenas TRÊS vezes no Brasil, e em todas como coadjuvantes, nunca num título próprio. A última vez foi há quase duas décadas, em “Asterix e Seus Amigos”.

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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