Quando conheci o trabalho do mangaká Naoki Urasawa, coloquei ele no meu hall particular de “Mestres do suspense”: as duas primeiras obras que li de dele, “Monster” e “20th Century Boys”, pertenciam ao tema – e eram excelentes.

Mas Urasawa não fica no suspense – há a ficção científica, com “Pluto”, e este fantasioso “Billy Bat“. Trata-se de um épico com narrativas ocorrendo em épocas temporais diferentes, personagens intrigantes, pitadas de fantasia e terror, um morcego que vai além das aparências e, claro, muito mistério.

“Billy Bat” saiu originalmente no Japão entre 2008 e 2016, e saiu em uma coleção de 20 volumes. A edição nacional, da Panini, reúne duas edições por número. Então, a que está sendo lançada hoje reúne o penúltimo e o último capítulo desta saga: “Billy Bat – número 10“.

Após tantas narrativas paralelas e tanto mistério, ainda que sobrenatural, Urasawa continua no meu hall particular de “Mestres do suspense”.

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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