A MAD é uma icônica revista norte-americana de humor. Lançada em 1952 pela dupla Harvey Kurtzman e William Gaines, sempre contou com artistas de peso para tirar sarro da sociedade americana e de sua cultura, por meio de “guias”, histórias e suas divertidíssimas paródias de filmes, séries e o que mais desse na telha.

Aqui no Brasil, a MAD teve múltiplas encarnações, quase sempre ligadas ao multitalentoso Ota. Ele criou, por exemplo, os hilários Relatório Ota, que podiam abordar qualquer coisa, desde que fossem engraçados – bem ao estilo da revista.

No início, a MAD era uma revista da EC Comics, mas desde 2018 passou a fazer parte do conglomerado da DC Comics, famosa por seus super-heróis.

Enfim, estou relembrando tudo isso para dizer que a MAD aproveitou este mês de abril para praticar um pouco de “fogo amigo saudável”. Na semana passada, dia 1º (“Dia da Mentira” aqui no Brasil, “Dia dos Tolos” nos EUA) lançou uma edição especial com título autoxplicativo: “MAD About DC“, em que ela tira sarro da própria DC Comics.

Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Arlequina: ninguém resiste ao humor da MAD, encarnado por seu “mascote”, Alfred E. Neuman. Personagens, sagas e leitores da DC são alvos…

Pelo que vi no grande “Guia dos Quadrinhos“, a última vez em que tivemos uma edição brasileira da MAD foi há quase uma década, em 2017, pela Panini. Mas seria bacana se essa edição especial saísse por aqui, para que ríssemos da DC, claro, mas, especialmente, de nós mesmos.

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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