A editora Veneta colocou em pré-venda uma obra “em família”: “Tempos Modernos”, feita a seis mãos por Robert Crumb, Aline Kominsky-Crumb e a filha de ambos, Sophie Crumb.

Robert Crumb ficou famoso nos anos 60, como ícone (e, provavelmente, principal nome) dos underground comix norte-americanos. Com personagens como Fritz the Cat, Mr. Natural e, especialmente, ele mesmo, ele criticou a tudo e a todos, inclusive os EUA, o mundo, você que me lê agora e, especialmente, ele mesmo.

Aline Kominsky-Crumb (1948–2022) alcançou brilho com seu traço pessoal e caricato, criando e editando histórias nos principais títulos dos underground comix norte-americanos, além de ser pintora e escultora.

Sophie não é apenas a mais jovem da família a participar desta obra, como um dos talentos mais precoces do mundo dos quadrinhos: sua estreia aconteceu apenas aoos 7 anos, com desenhos publicados nas revistas “Weirdo” e “Wimmen’s Comix”.

Aproveitando: se você ainda não assistiu, vale a pena o documentário “Crumb”, lançado em 1994 por Terry Zwigoff. Uma obra profunda (e em alguns momentos, triste) sobre o renomado quadrinista e seus três irmãos.

Abaixo, a sinopse da editora:
“O livro Tempos Modernos, de Aline, Sophie e Robert Crumb, apresenta um retrato mordaz e direto do século XXI e tem entre seus personagens o próprio Donald Trump. Entre a pandemia, a paranoia informacional e o caos político, os Crumb transformam a experiência cotidiana da Covid, o isolamento e o turbilhão de notícias em histórias cheias de humor, franqueza e genialidade.”

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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