O autodidata mangaká Suehiro Maruo é normalmente associado ao gênero ero-guro: histórias grotescas com pitadas de erotismo, horror e decadência. Suas HQs, sempre profundamente autorais e por vezes transgressoras, figuraram na revista “Garo”, título ligado aos gekigá underground de seu país.

A obra de Maruo mais famosa no Brasil é, acredito, “O Vampiro que Ri”, lançado originalmente entre 1999 e 2004 no Japão. A primeira edição nacional foi da Conrad, com um volume publicado em 2004 e o segundo e derradeiro saindo dois anos depois.

Após quase duas décadas da conclusão da publicação original, a Pipoca & Nanquim assumiu os direitos da publicação no Brasil. O primeiro volume saiu no ano passado, e a conclusão, “Paraíso: O Vampiro que Ri“, passou a ser vendido nesta semana.

Abaixo, a sinopse da editora:

([+18] Alerta de gatilho: abuso de menores) Vale a pena viver para sempre uma vida nas sombras? Considerado o Marquês de Sade dos mangás, o rei do erótico grotesco Suehiro Maruo apresenta a obscena continuação de um de seus maiores sucessos.”

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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